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"Aumento do IOF atinge os mais pobres, não os ricos", afirma Senador Jorge Seif Júnior

Para o senador, medida anunciada pelo governo Lula é arrecadatória e afeta principalmente quem vive com até três salários mínimos.

Redação Portal de Prefeitura

18 de julho de 2025 às 15:44   - Atualizado às 15:53

Fernando Haddad com Máscara de Lula

Fernando Haddad com Máscara de Lula Foto: Divulgação

Em entrevista recente, o senador Jorge Seif Júnior fez duras críticas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a medida, vendida como uma taxação sobre os mais ricos, na verdade atinge com mais força a população de baixa renda — especialmente os milhões de brasileiros que vivem com até três salários mínimos e que dependem do crédito parcelado para sobreviver.

“O aumento do IOF é para taxar os ricos? Essa é a maior mentira que pode existir”, disparou Seif. “O sujeito que vai comprar uma motocicleta para trabalhar no iFood, vai parcelar e pagar mais caro. Quem entra no cheque especial, quem compra uma TV parcelada, quem faz crediário... essa gente é que vai sentir o peso.”

Seif destacou que mais de 30% da população brasileira se encontra nessa faixa de renda e enfrenta altos níveis de endividamento. Para ele, o impacto do aumento do IOF em operações como parcelamentos, financiamentos e uso do cheque especial será devastador para essas famílias.

“Criou-se essa versão: ricos contra pobres. Mas isso é uma mentira”, afirmou. “O IOF pode até atingir quem faz câmbio, mas o grosso da arrecadação virá da base da pirâmide. É um imposto arrecadatório, e isso é inconstitucional.”

O senador também criticou a atuação do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Para ele, há uma falta de responsabilidade fiscal do Legislativo, com aprovação de bilhões em emendas parlamentares sem o devido cuidado com o equilíbrio das contas públicas.

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“Sou defensor do parlamentarismo. Do jeito que estamos, o Congresso aumenta gastos sem responsabilidade, e o governo fica de mãos atadas. O aumento do IOF é mais uma consequência desse desgoverno que não tem compromisso com o povo brasileiro”, disse.

A declaração de Seif levanta um alerta sobre os impactos socioeconômicos de medidas fiscais com aparência progressiva, mas que, segundo especialistas, acabam penalizando justamente a população que mais precisa de apoio do Estado.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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