Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, afirmou que os R$ 430 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Galho Fraco, realizada em 19 de dezembro, são provenientes da venda de um imóvel localizado em Ituiutaba, Minas Gerais. O parlamentar é investigado por suspeitas de desvio de recursos públicos, incluindo possível uso irregular da cota parlamentar.
O dinheiro foi apreendido em um flat alugado pelo deputado na região central de Brasília. A quantia chamou a atenção dos investigadores pelo volume mantido fora do sistema bancário e pelo contexto da investigação em curso.
Segundo Sóstenes Cavalcante, o contrato de compra e venda do imóvel teria sido assinado em 24 de novembro, antes da deflagração da operação policial. No entanto, a escritura pública do imóvel só foi registrada em cartório em 30 de dezembro de 2025, 11 dias após a operação da PF que resultou na apreensão do dinheiro.
A documentação indica que o imóvel foi vendido por R$ 500 mil ao advogado Thiago de Paula, com pagamento integral realizado em dinheiro vivo. Do total declarado na transação, R$ 430 mil correspondem ao valor apreendido durante a operação.
A escritura registrada apresenta cláusulas consideradas incomuns. Entre elas está a formalização da venda sem o pagamento prévio do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além da dispensa, por parte do comprador, da apresentação de certidões fiscais, cíveis e criminais do vendedor.
Esses pontos reforçaram o interesse da Polícia Federal sobre a regularidade da transação, especialmente por ocorrer em meio a uma investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos.
No dia da operação, Sóstenes Cavalcante afirmou que não havia depositado o valor em espécie por um “lapso”. Segundo ele, a rotina intensa de trabalho teria contribuído para a decisão de manter o dinheiro no flat onde estava hospedado.
“Com essa correria de trabalho, eu acabei não fazendo o depósito, mas faria. Parte do dinheiro penso em usar em outros negócios. Foi simplesmente um lapso”, declarou. O parlamentar também negou qualquer ilegalidade, afirmando que o dinheiro estava guardado no guarda-roupa do imóvel.
“Ninguém pega dinheiro ilícito e bota em casa. Eu recebi o dinheiro lacrado, tudo normal”, disse.
Sóstenes afirmou ainda que o imóvel vendido já constava em sua declaração de Imposto de Renda e que a transação foi regular. Até o momento, não há denúncia formal apresentada pelo Ministério Público.
A Operação Galho Fraco segue em andamento, e a Polícia Federal continua analisando documentos, contratos e movimentações financeiras relacionadas ao caso para apurar se houve irregularidades no uso de recursos públicos.
Da redação do Portal com Informações do OAntagonista
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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