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Após operação da PF, líder do PL registrou venda de imóvel para justificar R$ 430 mil

Deputado Sóstenes Cavalcante afirma que dinheiro encontrado pela Polícia Federal tem origem na venda de um imóvel em Minas Gerais.

Portal de Prefeitura

17 de janeiro de 2026 às 10:50   - Atualizado às 11:00

Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados.

Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, afirmou que os R$ 430 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Galho Fraco, realizada em 19 de dezembro, são provenientes da venda de um imóvel localizado em Ituiutaba, Minas Gerais. O parlamentar é investigado por suspeitas de desvio de recursos públicos, incluindo possível uso irregular da cota parlamentar.

O dinheiro foi apreendido em um flat alugado pelo deputado na região central de Brasília. A quantia chamou a atenção dos investigadores pelo volume mantido fora do sistema bancário e pelo contexto da investigação em curso.

Escritura foi registrada após a ação da Polícia Federal

Segundo Sóstenes Cavalcante, o contrato de compra e venda do imóvel teria sido assinado em 24 de novembro, antes da deflagração da operação policial. No entanto, a escritura pública do imóvel só foi registrada em cartório em 30 de dezembro de 2025, 11 dias após a operação da PF que resultou na apreensão do dinheiro.

A documentação indica que o imóvel foi vendido por R$ 500 mil ao advogado Thiago de Paula, com pagamento integral realizado em dinheiro vivo. Do total declarado na transação, R$ 430 mil correspondem ao valor apreendido durante a operação.

Cláusulas atípicas chamaram atenção dos investigadores

A escritura registrada apresenta cláusulas consideradas incomuns. Entre elas está a formalização da venda sem o pagamento prévio do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além da dispensa, por parte do comprador, da apresentação de certidões fiscais, cíveis e criminais do vendedor.

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Esses pontos reforçaram o interesse da Polícia Federal sobre a regularidade da transação, especialmente por ocorrer em meio a uma investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos.

Parlamentar fala em “lapso” ao manter dinheiro em casa

No dia da operação, Sóstenes Cavalcante afirmou que não havia depositado o valor em espécie por um “lapso”. Segundo ele, a rotina intensa de trabalho teria contribuído para a decisão de manter o dinheiro no flat onde estava hospedado.

“Com essa correria de trabalho, eu acabei não fazendo o depósito, mas faria. Parte do dinheiro penso em usar em outros negócios. Foi simplesmente um lapso”, declarou. O parlamentar também negou qualquer ilegalidade, afirmando que o dinheiro estava guardado no guarda-roupa do imóvel.

“Ninguém pega dinheiro ilícito e bota em casa. Eu recebi o dinheiro lacrado, tudo normal”, disse.

Defesa nega irregularidades e investigação continua

Sóstenes afirmou ainda que o imóvel vendido já constava em sua declaração de Imposto de Renda e que a transação foi regular. Até o momento, não há denúncia formal apresentada pelo Ministério Público.

A Operação Galho Fraco segue em andamento, e a Polícia Federal continua analisando documentos, contratos e movimentações financeiras relacionadas ao caso para apurar se houve irregularidades no uso de recursos públicos.

Da redação do Portal com Informações do OAntagonista 

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