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8 de janeiro: documento coloca juiz auxiliar de Moraes sob suspeita de edição em imagens; entenda

Para a defesa de um dos investigados, esse email sugere que houve manipulação de imagens por parte do STF, do TSE e da PF.

Gabriel Alves

01 de março de 2025 às 12:45   - Atualizado às 12:50

Alexandre Moraes, ministro do STF.

Alexandre Moraes, ministro do STF. Foto: Antonio Augusto/STF

Uma troca de emails entre assessores do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, revelou uma possível edição de vídeos e imagens relacionados ao inquérito 4.922, que investiga os responsáveis pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Os documentos indicam que o gabinete do ministro buscava reunir novas provas em julho de 2023, mesmo após a denúncia já ter sido apresentada aos investigados.

No dia 7 de julho de 2023, o juiz auxiliar Leonardo Fernandes enviou um email aos colegas com um link para o envio de vídeos e imagens do inquérito. Na mensagem, ele orientou:

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"Quando concluído, peço que informem para fecharmos a possibilidade de edição e disponibilizarmos nos processos".

Para a defesa de um dos investigados, esse email sugere que houve manipulação de imagens por parte do STF, do TSE e da PF.

Brasileiros favoráveis à anistia

Uma pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada no último 16 de fevereiro, aponta que 51% dos brasileiros são favoráveis à concessão de anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O levantamento, realizado entre os dias 11 e 13 de fevereiro, ouviu 817 pessoas e apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais.

O projeto de anistia está em tramitação na Câmara dos Deputados e tem como relator o deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE).

A proposta prevê o perdão judicial para todos os envolvidos nas manifestações daquele dia, incluindo aqueles que financiaram ou apoiaram os atos por meio de doações, logística ou publicações nas redes sociais.

A CCJ analisou inicialmente o projeto. No entanto, em outubro de 2024, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), retirou a proposta da pauta e determinou a criação de uma comissão especial para discutir o tema.

Até o momento, o colegiado responsável pela análise detalhada da anistia ainda não foi instalado.

Além da questão da anistia, a pesquisa revelou que 54% dos entrevistados apoiam o corte de gastos públicos. Esse foi o tema com maior adesão entre os abordados pelo levantamento.

O estudo também indicou um cenário de forte polarização em relação à anistia. Embora a maioria tenha se manifestado favorável ao perdão, uma parcela significativa da população ainda se posiciona contra a medida.

O debate no Congresso promete ser acalorado, especialmente diante da pressão de grupos que pedem punições mais severas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O andamento do projeto de lei na Câmara dos Deputados dependerá da instalação da comissão especial e das futuras deliberações parlamentares.

A expectativa é que o tema continue gerando discussões tanto no meio político quanto na sociedade, refletindo a divisão de opiniões captada pela pesquisa.

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