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Vacinas contra covid-19 deverão ser atualizadas para acompanhar novas variantes, determina Anvisa

A medida tem como objetivo melhorar a proteção contra as variantes do SARS-CoV-2 que circulam atualmente no País

Romildo Lacerda

10 de julho de 2026 às 14:32   - Atualizado às 14:35

Vacina da Pfizer contra a covid-19.

Vacina da Pfizer contra a covid-19. Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), determinou a atualização da composição das vacinas contra covid-19 utilizadas no Brasil. A medida, publicada na quinta-feira, 9 de julho, no Diário Oficial da União (DOU), tem como objetivo melhorar a proteção contra as variantes do SARS-CoV-2 que circulam atualmente no País.

Pelas novas regras, os imunizantes deverão ser monovalentes, ou seja, direcionados a uma única linhagem do vírus, e conter preferencialmente a variante LP.8.1. Também poderão ser utilizados antígenos derivados da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8 1, desde que demonstrem capacidade de neutralizar as variantes em circulação.

A norma também estabelece um período de transição. As vacinas produzidas e registradas antes da atualização, assim como os lotes já distribuídos, poderão ser aplicadas por até nove meses após a aprovação das novas formulações pela Anvisa. Depois desse prazo, seu uso ficará proibido, salvo manifestação expressa da agência.

Por que a vacina precisa ser atualizada?

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que o coronavírus sofre mutações constantes, assim como o vírus da gripe. Por isso, quanto mais semelhante for a variante utilizada na formulação da vacina em relação à que está circulando, maior tende a ser a proteção oferecida pelo imunizante.

Segundo Kfouri, tanto a LP.8.1 quanto a JN.1, XFG e a NB.1.8.1 são subvariantes da Ômicron. Elas foram identificadas por meio de sequenciamento genômico e representam as linhagens atualmente em circulação.

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Como as novas variantes tendem a substituir as anteriores com o passar do tempo, é necessária a atualização periódica das vacinas. Mas isso não significa que os imunizantes atuais deixaram de funcionar. As vacinas continuam protegendo principalmente contra casos graves da doença, ressalta Kfouri.

O objetivo da atualização é aumentar ainda mais a eficácia contra as variantes recentes e manter o melhor pareamento possível entre a vacina e o vírus em circulação.

Estadão Conteúdo

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