O avanço aparece na nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada na quinta-feira, 3 de setembro.
Casos de síndrome respiratória aumentam no Brasil. Foto: Luiz Claudio Ferreira /Agência Brasil.
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltaram a apresentar crescimento entre crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil. O avanço aparece na nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada na quinta-feira, 3 de setembro, com dados referentes à Semana Epidemiológica 34, entre 23 e 29 de agosto.
Segundo o levantamento, o cenário nessa faixa etária está associado principalmente à circulação do rinovírus. A situação chama atenção em Alagoas, Goiás e Paraíba, onde a incidência da doença permanece em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.
A elevação dos registros nesses estados está concentrada sobretudo nas crianças de até 4 anos. Em Alagoas, o avanço também alcança a população de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.
Além do rinovírus, a Fiocruz identificou presença importante do metapneumovírus em Alagoas e na Paraíba. Outros dez estados apresentam incidência de SRAG em patamares de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento de longo prazo no período analisado: Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Entre as capitais com níveis elevados e indícios de aumento dos casos aparecem Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória.
Ao longo de 2026, foram contabilizados 144.599 casos de SRAG no país. Desse total, 54% apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório, enquanto 35,2% tiveram resultado negativo e 5,1% ainda aguardavam resultado laboratorial.
Entre os casos positivos registrados no ano, o vírus sincicial respiratório (VSR) representa 41,7%, seguido pelo rinovírus, com 30,7%; influenza A, com 17,5%; influenza B, com 5,4%; e Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, com 3,8%.
Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o cenário muda: o rinovírus lidera, correspondendo a 44,3% dos diagnósticos positivos. Na sequência aparecem VSR, com 31,9%; influenza B, com 6,9%; influenza A, com 3,6%; e Sars-CoV-2, com 2,1%.
Apesar do cenário atual entre o público infantil, os registros associados ao VSR estão em trajetória de queda na maior parte do país. A exceção é Roraima, onde há aumento das hospitalizações relacionadas ao vírus.
A circulação do VSR ainda permanece em patamares mais elevados na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
O boletim também mostra que a mortalidade por SRAG continua maior entre os idosos. Nessa população, influenza A, rinovírus e VSR aparecem entre os principais agentes associados aos óbitos. Já a incidência de SRAG provocada pela Covid-19 permanece baixa em todas as faixas etárias.
1
2
3
4
15:45, 05 Set
28
°c
Fonte: OpenWeather
O avanço faz com que a unidade seja referência na Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON)
Nesta sexta, o influenciador chegou a comentar sobre uma nova esperança de tratamento. "Não quero dar spoiler, quero que o remédio chegue na minha mão para eu explicar tudo para vocês".
Robert Astro voltou a Teofilândia, na Bahia, após 11 dias internado e emocionou moradores ao cantar de dentro da ambulância.
mais notícias
+