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Febre do Nilo: vírus sem vacina transmitido por pernilongo tem quatro casos no Brasil; veja os sintomas

Maioria das infecções passa despercebida, mas formas raras podem atingir o sistema nervoso e exigir internação hospitalar.

25 de agosto de 2026 às 16:00   - Atualizado às 17:04

Mosquito do gênero Culex, vetor responsável pela transmissão do vírus Usutu.

Mosquito do gênero Culex, vetor responsável pela transmissão do vírus Usutu. Foto: Freepik

Quatro casos de febre do Nilo Ocidental já foram confirmados no Brasil em 2026, segundo informações divulgadas nesta terça-feira, 25 de agosto. Os registros estão concentrados em São Paulo e Santa Catarina, enquanto um caso provável permanece sob investigação no Piauí.

A doença é provocada por um arbovírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas. As aves silvestres são os hospedeiros naturais, enquanto pessoas e cavalos são infectados acidentalmente.

Não existe transmissão habitual entre seres humanos, nem contágio direto a partir de aves. O Ministério da Saúde acompanha as investigações e prepara orientações atualizadas para reforçar a vigilância no país.

Onde estão os casos

Santa Catarina confirmou dois pacientes. Uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, morreu em 8 de agosto. Ela estava infectada, mas as autoridades ainda investigam a causa principal do óbito. Um homem de 56 anos, de Caçador, também apresentou manifestações neurológicas, recebeu atendimento hospitalar e teve alta.

Em São Paulo, uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, recuperou-se. Ela havia viajado recentemente à região amazônica, mas o local da infecção ainda não foi determinado.

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O segundo caso paulista envolve uma jovem de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto, que permanecia internada até a última atualização.

No Piauí, uma mulher de 35 anos, residente em Canavieira, teve resultado reagente em exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas. Ela recebeu alta, mas a confirmação depende de um teste de neutralização.

Sintomas e sinais de gravidade

Cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Entre aquelas que adoecem, podem surgir:

  • febre;
  • dor de cabeça e dores musculares;
  • cansaço e mal-estar;
  • náuseas e vômitos;
  • falta de apetite;
  • dor nos olhos;
  • manchas na pele.

Aproximadamente um em cada 150 infectados pode desenvolver comprometimento neurológico grave, como meningite, encefalite ou paralisia flácida. Confusão mental, rigidez na nuca, convulsões, fraqueza muscular e alteração da consciência exigem atendimento imediato.

Como se proteger

Não existe vacina para humanos nem antiviral específico. O tratamento varia conforme os sintomas e pode exigir internação nos quadros graves.

A prevenção inclui usar repelente, instalar telas em portas e janelas, vestir roupas que cubram a pele e reduzir a exposição a mosquitos entre o entardecer e o amanhecer. Também é necessário eliminar água parada e descartar corretamente o lixo.

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