Os parentes desapareceram na manhã do último domingo, 5 de julho, em Exu, no Sertão pernambucano. Horas depois, ambos foram encontrados mortos dentro do carro da família.
08 de julho de 2026 às 14:12 - Atualizado às 15:37
Edvaldo Souza Salviano (esq.), tinha 41 anos, Edmilson Souza Salviano, 48. Foto: Reprodução
As investigações sobre o sequestro e a morte dos irmãos empresários Edmilson Souza Salviano, de 49 anos, e Edvaldo Souza Salviano, de 41, revelaram que o principal suspeito do crime mantinha uma relação de amizade com a família há cerca de 15 anos. A informação foi confirmada por parentes das vítimas e reforçada em depoimento prestado pela esposa de Edvaldo à Polícia Civil de Pernambuco. A apuração é de Carlos Carone, do Metrópoles
Os irmãos desapareceram na manhã do último domingo, 5 de julho, em Exu, no Sertão pernambucano. Horas depois, ambos foram encontrados mortos dentro do carro da família, abandonado às margens da PE-122. O investigado, Lázaro José da Silva Filho, foi preso pela Polícia Militar pouco tempo depois e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após audiência de custódia.

Segundo o relato da esposa de Edvaldo, a polícia foi acionada logo após ela receber mensagens enviadas pelo marido durante o sequestro. Além de compartilhar a localização em tempo real, ele conseguiu gravar um áudio identificando quem estava por trás da ação criminosa.
Na gravação, Edvaldo afirma que o suspeito estava armado e pede para não receber ligações. Pouco depois, o contato foi interrompido.
As informações repassadas pela vítima ajudaram as equipes policiais a localizar a área onde o veículo foi abandonado.
Quando chegaram ao local, os agentes encontraram o automóvel em uma ribanceira, distante cerca de 15 metros da pista. Após abrirem o carro, localizaram Edvaldo dentro do porta-malas e Edmilson no banco traseiro. Ambos já estavam sem vida.
Os primeiros levantamentos da perícia apontam que Edvaldo morreu após ser baleado. Já no corpo do irmão não foram identificadas perfurações provocadas por disparos. A suspeita inicial é de que Edmilson tenha sofrido um infarto durante o episódio, mas a causa da morte ainda depende da conclusão dos exames periciais.
Durante as investigações, familiares confirmaram que Lázaro frequentava a rotina dos empresários há muitos anos. Conforme um primo das vítimas, ele trabalhava como marchante e fornecia carnes ao frigorífico administrado por Edvaldo. Além disso, costumava visitar com frequência a fazenda pertencente a Edmilson.
A esposa do empresário também declarou que o suspeito havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio cerca de sete anos atrás. Desde então, segundo ela, passou a apresentar mudanças no comportamento, tornando-se mais isolado.
Levado para prestar depoimento, Lázaro optou por permanecer em silêncio. Na audiência de custódia, alegou ter sido agredido durante a prisão, afirmando que recebeu um chute na boca. Mesmo com a denúncia, o juiz responsável pelo caso decidiu converter o flagrante em prisão preventiva.
O suspeito foi encaminhado ao Presídio de Salgueiro, onde permanecerá detido enquanto a Polícia Civil continua apurando a motivação do crime e busca esclarecer todas as circunstâncias do duplo homicídio.
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Apesar da condenação, a pena foi reduzida em razão da confissão espontânea do acusado. O crime foi na véspera do Natal de 2022 e chocou o estado.
Além da presença das equipes em solo, a Operação conta com uma equipe preparada para o emprego de drones, utilizados para otimizar a visualização das áreas de grande circulação que abrigam as missas.
Após a confirmação preliminar da substância, a mulher foi conduzida à Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco, onde foi autuada em flagrante.
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