Segundo a investigação, Luena Rocha Melo, de 33 anos, foi atingida por um disparo no pescoço durante uma discussão no estabelecimento no município de Cariré.
06 de julho de 2026 às 15:04 - Atualizado às 15:52
PM suspeito de matar mulher em posto de combustíveis é solto horas após o crime no Ceará. Foto: Reprodução/Redes sociais
O policial militar Caio Filizola de Paiva, de 36 anos, deixou a prisão na manhã desta segunda-feira, 6 de junho, poucas horas após ser preso em flagrante pela morte de Luena Rocha Melo, de 33 anos. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no Ceará, onde o crime aconteceu na madrugada do mesmo dia.
Segundo a investigação, Luena foi atingida por um disparo no pescoço durante uma discussão em um posto de combustíveis no município de Cariré, na região Norte do estado. A vítima morreu ainda no local.
Ao analisar o caso, o juiz João Gabriel Amanso da Conceição concedeu liberdade provisória ao policial. Na decisão, o magistrado reconheceu a gravidade do homicídio, mas entendeu que, naquele momento, não havia elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva. O juiz também destacou que Caio é tecnicamente primário.
Apesar da soltura, o militar terá de cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Durante o depoimento prestado na audiência, Caio Filizola afirmou ser dependente de álcool. Ele também declarou sofrer de ansiedade e informou que faz uso contínuo dos medicamentos sertralina e clonazepam. As circunstâncias do crime seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.
Conforme relatos de testemunhas, o policial estava de folga e consumia bebidas alcoólicas no posto quando iniciou uma discussão com Luena. Durante o desentendimento, ele sacou uma arma e efetuou um disparo que atingiu a mulher no pescoço.
O namorado da vítima, Hilton Fernandes, contou que havia chamado Luena para deixar o local quando ouviu o tiro.
"Chamei ela para ir embora. Quando virei as costas, escutei o disparo. Não sei o que motivou a discussão", afirmou.
Familiares da vítima disseram que Luena e o policial já haviam se desentendido anteriormente e alegam que ela teria sido agredida por ele em outra ocasião. A mulher deixa dois filhos.
A Polícia Militar informou que Caio Filizola estava afastado das atividades para tratamento de saúde no momento do crime.
Após a prisão em flagrante por homicídio qualificado, o militar passou mal durante o deslocamento ao presídio militar e precisou ser encaminhado a uma unidade hospitalar, onde permaneceu sob escolta policial.
Em nota, a corporação afirmou que não tolera desvios de conduta por parte de seus integrantes e ressaltou que repudia qualquer prática incompatível com os princípios da instituição.
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) também instaurou procedimento administrativo para apurar o caso e determinou o afastamento preventivo do policial enquanto as investigações prosseguem.
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Um terceiro homem, apontado nas informações iniciais como autor dos disparos, também morreu no local após uma troca de tiros.
Marcellis Blackwell cometeu os crimes enquanto trabalhava como agente no Missouri (EUA); o acusado declarou que parte das vítimas estava imobilizada sob sua custódia.
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