Sentença lida pela juíza Liz Grachten Foto: Reprodução
O Tribunal do Júri de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, após um julgamento que se estendeu por mais de cinco dias, condenou, na madrugada deste sábado, 4 de julho, os três policiais militares acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos. A decisão encerra um dos casos de maior repercussão no estado envolvendo agentes de segurança pública.
Foram condenados um sargento e dois soldados da Brigada Militar. Cada um recebeu pena de 24 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil e do uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além da pena de reclusão, a sentença determina a perda dos cargos públicos exercidos pelos militares.
A decisão foi anunciada pela juíza Liz Grachten, responsável pela condução do julgamento, por volta da 1h15 deste sábado, no Fórum da Comarca de São Gabriel.
De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público, Gabriel Marques Cavalheiro foi abordado pelos policiais em agosto de 2022. Segundo as investigações, o jovem foi colocado dentro de uma viatura da Brigada Militar e levado até a região de um açude, onde acabou sendo morto pelos agentes.
O caso provocou forte repercussão na época e gerou mobilização de familiares, amigos e entidades que cobravam a responsabilização dos envolvidos. Ao longo do processo, foram reunidos depoimentos, provas periciais e outros elementos que sustentaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Durante os cinco dias de julgamento, acusação e defesa apresentaram suas teses ao Conselho de Sentença. Ao final, os jurados entenderam que havia provas suficientes para condenar os três réus pelos crimes atribuídos na denúncia.
Com a decisão do Tribunal do Júri, os policiais passam a cumprir a pena imposta pela Justiça, embora a defesa ainda possa recorrer da condenação nas instâncias superiores, conforme prevê a legislação brasileira. O desfecho representa um marco judicial para o caso, quase quatro anos após a morte do jovem.
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Artista procurou atendimento médico e denunciou o caso à polícia; homem apontado como responsável alega legítima defesa.
Segundo as apurações, a fraude envolveria diferentes etapas da cadeia de comercialização de bebidas, incluindo indústrias, distribuidoras sediadas em outros estados.
Durante a ação, a polícia apreendeu um caderno com nomes de possíveis vítimas e os respectivos valores devidos.
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