A influenciadora está presa preventivamente na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, no âmbito de uma investigação que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro.
Influenciadora Deolane Bezerra. Foto: Divulgação
Informações presentes na investigação que resultou na denúncia contra a influenciadora e advogada Deolane Bezerra apontam que ela teria mantido, no passado, relacionamentos amorosos com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações foram divulgadas pelo Portal Léo Dias.
Segundo a publicação, documentos da investigação indicam que o nome de Deolane já era monitorado pelas autoridades desde 2014, em razão de um relacionamento que ela mantinha à época com um homem apontado como integrante da facção criminosa.
Ainda conforme o Portal Léo Dias, foi durante esse período que a influenciadora adotou Giliard Vidal dos Santos. Nos registros policiais mencionados pela investigação, Deolane apareceria identificada como "acompanhante" de um dos investigados.
A publicação também afirma que, em 2014, Deolane iniciou sua atuação como advogada. Após o fim desse relacionamento, ela teria se envolvido com outro homem apontado como integrante da mesma organização criminosa, circunstância que, segundo o portal, fez com que seu nome permanecesse no radar das autoridades.
Deolane Bezerra está presa preventivamente na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, no âmbito de uma investigação que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro.
Até o momento, não há informação de que os relacionamentos citados na investigação, por si só, tenham resultado em acusação criminal contra a influenciadora. A defesa de Deolane nega as acusações relacionadas ao processo em que ela é investigada.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu negar o habeas corpus protocolado pela defesa da influenciadora digital Deolane Bezerra.
A decisão foi proferida no dia 1° de julho, pelo ministro Ribeiro Dantas. O despacho está em segredo de Justiça e não foi divulgado.
Deolane foi presa no dia 21 de maio em uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. Ela foi alvo da Operação Vérnix e é acusada de praticar atos de lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com a investigação, Deolane fez movimentações financeiras expressivas e tinha conexão com a cúpula da organização criminosa.
No final do mês passado, a influenciadora e detento Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos líderes do PCC, viraram réus pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Marcola está preso na Penitenciária Federal de Brasília.
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As informações constam em laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo
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