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Polícia prende suspeitos envolvidos em morte de vaqueiro que levantou bandeira LGBT, em Pernambuco

O crime aconteceu na noite do dia 30 de novembro de 2024, quando Valmir Calaça foi morto a tiros.

Gabriel Alves

03 de abril de 2025 às 10:18   - Atualizado às 10:35

Polícia: vaqueiro Valmir Vilaça levantando bandeira LGBT, no Sertão.

Polícia: vaqueiro Valmir Vilaça levantando bandeira LGBT, no Sertão. Foto: Reprodução/Zilda Farias

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu quatro suspeitos envolvidos no assassinato de Valmir Calaça, conhecido como Chapada, um vaqueiro ligado a causas populares. As prisões ocorreram na manhã da terça-feira 1º de abril, no município de Floresta, após quatro meses de investigação. A morte do vaqueiro gerou grande comoção no Sertão do Estado.

O crime aconteceu na noite de 30 de novembro, quando Valmir Calaça foi baleado nas proximidades da Academia Pernambuco, no Centro de Floresta. Ele chegou a ser levado para o Hospital Coronel Álvaro Ferraz, mas não resistiu aos ferimentos.

A operação, batizada de Praeteritum, tinha como objetivo cumprir cinco mandados de prisão temporária, mas apenas quatro foram efetivados. Além disso, nove mandados de busca e apreensão foram executados, resultando na apreensão de dois veículos suspeitos de terem sido utilizados no crime, além de diversos aparelhos celulares. O Núcleo de Inteligência de Arcoverde auxiliou na operação.

As investigações começaram no próprio dia do homicídio, ainda em 30 de novembro do ano passado.

“Após longa e criteriosa investigação, identificamos cinco indivíduos envolvidos no crime, os quais foram alvo de representação pela decretação da prisão. O Ministério Público opinou favoravelmente e o juiz acatou os pedidos integralmente, resultando nas prisões e buscas que foram cumpridas nesta operação”, explicou o delegado Daniel Angeli, titular da Delegacia de Floresta.

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Após o interrogatório, os suspeitos passaram por audiência de custódia e foram encaminhados ao sistema prisional. O prazo inicial de detenção é de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período. As investigações seguem para a fase de conclusão.

“Com o apoio da governadora Raquel Lyra, a Secretaria de Defesa Social (SDS) e suas operativas reafirmam seu compromisso com a segurança pública e o combate a práticas delitivas ilícitas, através do programa Juntos pela Segurança. Ações de resposta efetiva e bem-sucedida, como esta executada pela nossa Polícia Civil, são indispensáveis para garantir a proteção de toda a sociedade”, destacou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

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