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PMPE foi acionada para garantir passagem de trabalhadores que não aderiram à greve dos metroviários

Durante a ação, ainda de acordo com a PMPE, o líder sindical chegou a ser conduzido à viatura e, na sequencia, liberado.

Gabriel Alves

03 de novembro de 2025 às 14:30   - Atualizado às 14:30

PMPE no bairro de Cavaleiro.

PMPE no bairro de Cavaleiro. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Após o presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Luiz Soares, ser detido na manhã desta segunda-feira, 3 de novembro, depois o início da deflagração da greve pela categoria, o Portal de Prefeitura pediu uma nota para a Polícia Militar (PMPE).

Segundo a corporação, uma equipe do 25º Batalhão foi acionada para garantir a passagem dos trabalhadores que não aderiram à greve e queriam entrar no Centro de Manutenção da CBTU, em Cavaleiro. Durante a ação, ainda de acordo com a PMPE, o líder sindical chegou a ser conduzido à viatura e, na sequencia, liberado, pois nenhum funcionário manifestou interesse em representar o ocorrido junto à autoridade policial.

Veja nota completa

"A Polícia Militar de Pernambuco, por meio do 25º Batalhão, foi acionada para garantir a passagem dos trabalhadores que não aderiram à greve e queriam entrar no Centro de Manutenção da CBTU, em Cavaleiro. Na operação, o líder sindical chegou a ser conduzido à viatura e, na sequencia, liberado, pois nenhum funcionário manifestou interesse em representar o ocorrido junto à autoridade policial. A Corporação ressalta que as tratativas da ocorrência seguem relacionadas ao possível desbloqueio e à garantia de acesso aos locais de trabalho aos funcionários que desejem não aderir ao movimento grevista e continuar exercendo suas funções".

Pela manhã, o sindicato alegou que a prisão seria um ato de abuso e autoritarismo.

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"Essa prisão é um ato de abuso e autoritarismo, um ataque direto à liberdade sindical e ao direito constitucional de greve. Criminalizar a organização dos trabalhadores é um retrocesso inaceitável e um atentado à democracia. A greve foi decidida de forma coletiva pelos metroviários e metroviárias na noite do último dia 30 de outubro de 2025, diante do abandono do Governo Federal e da falta de condições mínimas de segurança no sistema metroviário", diz a nota do sindicato.

A paralisação aconteceu após um trem pegar fogo no dia 25 de outubro.

"Esse fato gravíssimo não pode ser tratado como uma fatalidade. É o resultado direto da falta de investimentos e do descaso com o transporte público", afirma o posicionamento.

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