Comando Vermelho Foto: Reprodução
Moradores de dois condomínios do programa Minha Casa Minha Vida, localizados na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro, denunciaram a imposição de uma cobrança mensal de R$ 300 por residência por parte de integrantes do Comando Vermelho (CV).
Os empreendimentos ficam na Estrada Rio do Pau, próximo a um dos acessos ao Complexo do Chapadão, área controlada pela facção criminosa.
Segundo relatos, cerca de 12 homens armados com fuzis e usando fardas semelhantes às da Polícia Militar compareceram aos condomínios na última segunda-feira (1º) para uma reunião com representantes dos moradores. Na ocasião, os criminosos teriam comunicado a criação da taxa obrigatória.
De acordo com as denúncias, os traficantes afirmaram que a determinação partiu de Edgar Alves, conhecido como Doca, apontado como um dos principais líderes da organização criminosa na região.
Além da cobrança mensal, os moradores teriam sido informados de que só poderão adquirir botijões de gás de fornecedores indicados pelo grupo, mesmo havendo disponibilidade de gás encanado nos residenciais.
Esta não seria a primeira tentativa da facção de impor cobranças semelhantes. Moradores relatam que, há aproximadamente sete anos, o grupo tentou adotar medida parecida, levando diversas famílias a deixarem seus imóveis por receio de represálias. Na época, a cobrança acabou sendo interrompida.
Caso a nova taxa seja efetivamente aplicada, a estimativa é que a arrecadação mensal da facção alcance cerca de R$ 240 mil apenas com os dois condomínios.
Os Estados Unidos oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas, em publicação no Diário Oficial americano na sexta-feira, 5 de junho.
A decisão é assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele havia anunciado a classificação no dia 28 de maio.
A medida foi divulgada à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e após pedido expresso e apoio político do pré-candidato de oposição ao Palácio do Planalto e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo brasileiro entende que a designação permitiria, no limite, que os EUA promovessem uma operação militar em território nacional.
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Investigação revelou uma estrutura dividida entre financiadores, supervisores, divulgadores e cobradores responsáveis por intimidar comerciantes.
Segundo o relato do ex-ministro da Fazenda, os policiais estavam com fuzis dentro da viatura e teriam determinado que o profissional fosse embora depois de ele questionar a situação.
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