Imagem ilustrativa do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Foto: Reprodução
A crescente influência das facções criminosas e a sensação generalizada de insegurança têm levado parte significativa da população brasileira a apoiar medidas mais rígidas de combate ao crime organizado, inclusive quando elas partem de outros países. A repercussão por mais da metade dos brasileiros foi positiva da decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em sua lista de organizações classificadas como terroristas.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo PoderData, 53% dos brasileiros aprovam a medida. O resultado reflete um cenário de desgaste crescente da confiança da população na capacidade do Estado de enfrentar o avanço das facções que atuam dentro e fora dos presídios e expandem suas atividades para diferentes regiões do país.
A violência continua entre os principais problemas apontados pelos brasileiros em levantamentos de opinião pública. Em muitas cidades, moradores convivem diariamente com assaltos, confrontos armados, tráfico de drogas e outros crimes que afetam diretamente a qualidade de vida. Diante dessa realidade, iniciativas que prometem enfraquecer financeiramente as organizações criminosas tendem a receber apoio popular.
A decisão americana vai além de uma declaração simbólica. Com a classificação, autoridades dos Estados Unidos podem ampliar mecanismos de cooperação internacional, intensificar o monitoramento de operações financeiras suspeitas e aplicar sanções que dificultem o acesso das facções a recursos e redes de apoio no exterior. Especialistas apontam que esse tipo de medida pode atingir estruturas econômicas utilizadas para lavagem de dinheiro e movimentação de ativos.
Para muitos cidadãos, a ação representa uma tentativa concreta de enfrentar grupos que há anos desafiam o poder público. Embora o combate ao crime organizado continue sendo uma responsabilidade das instituições brasileiras, a aprovação da medida demonstra que parte da sociedade vê com bons olhos qualquer iniciativa capaz de reduzir a influência das facções e contribuir para a restauração da segurança e da ordem pública no país.
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Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.
Períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e queimadas exigem maior esforço do organismo para controlar a temperatura corporal.
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