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Polícia Federal prende Tuta, substituto de Marcola no comando do PCC

Foragido internacional desde 2020, Marcos Roberto é condenado a 12 anos de prisão no Brasil por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Isabella Lopes

17 de maio de 2025 às 16:31   - Atualizado às 16:32

Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, substituo de Marcola.

Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, substituo de Marcola. Foto: Reprodução

A Polícia Federal, em cooperação com agentes da Fuerza Especial de Lucha contra el Crimen (FELCC) da Bolívia e a Interpol, prendeu Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na sexta-feira, 16 de maio. 

O brasileiro foi identificado como um dos principais articuladores de um esquema internacional de lavagem de dinheiro vinculado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, ele consta na Lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).

Foragido internacional desde 2020, Tuta é condenado a 12 anos de prisão no Brasil por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Captura

De acordo com a Polícia Federal, a prisão ocorreu após Marcos Roberto comparecer a uma unidade policial boliviana para tratar de questões migratórias, apresentando um documento falso em nome de Maicon da Silva.

A falsidade foi detectada pelas autoridades bolivianas, que acionaram a Interpol e o oficial de ligação da Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra. A partir da confirmação de sua verdadeira identidade, ele foi detido pela Força Especial de Luta Contra o Crime Organizado na Bolívia (FELCC).

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Tuta permanece sob custódia das autoridades bolivianas.

Próximos passos

Neste domingo, está prevista a realização de uma audiência judicial na Bolívia para definir se Marcos Roberto será expulso imediatamente ou responderá por uso de documento falso no país.

Se for expulso, o retorno ao Brasil pode ocorrer nos próximos dias, dependendo da logística entre os dois países.

Se for necessário um processo formal de extradição, a Polícia Federal estima que poderá levar mais tempo, pois dependerá do trâmite na justiça boliviana.

Agência Brasil 

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