Os docentes fizeram um apelo público à gestão municipal e ao secretário Isaltino Nascimento por diálogo sobre o reajuste do salário-base da categoria.
22 de maio de 2026 às 11:55 - Atualizado às 12:07
Professores da rede municipal do Cabo de Santo Agostinho. Fotos: Portal de Prefeitura/ Reprodução
Os Professores da rede municipal do Cabo de Santo Agostinho fizeram um apelo público ao prefeito Lula Cabral (PSD) e ao secretário Isaltino Nascimento por diálogo sobre o piso salarial da categoria. A manifestação aconteceu em Ponte dos Carvalhos e foi divulgada em vídeo gravado pela influenciadora Ely Lima (@lih_morena12).
Na gravação, os educadores cobram a abertura de negociação com a gestão municipal para discutir o reajuste do piso nacional do magistério, previsto em lei. Segundo os professores, a valorização da educação pública passa pelo reconhecimento e respeito aos profissionais que atuam diariamente em sala de aula.
“Lula, a gente simplesmente quer que você dialogue com o professor, abra a mesa de negociação que a gente já vem desde março entregando ofícios, tentando falar com você, com o secretário e a mesa tem sido adiada constantemente e quando tem apenas um diálogo simplesmente não tem acordo, não quer falar falar sobre o piso, mas o piso é direito nosso e o dinheiro está vindo”, disse uma das docentes.
A mobilização reforça a pressão da categoria por avanços nas negociações e por uma solução consensual entre prefeitura e servidores da educação.
“A gente já sabe que a condição financeira da prefeitura permite que pague esse piso e a gente não quer greve. Então, dialogue com o professor”, completou.
Em junho de 2025, os professores do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, enfrentaram uma semana de greve no município, sem conseguir negociar com o prefeito Lula Cabral (SD).
De acordo com o Sindicato dos Professores do Cabo de Santo Agostinho (SINPC), o prefeito Lula Cabral ofereceu 3,5% de reajuste, o que está sendo considerado um desrespeito pela categoria. O SINPC exigiu um reajuste baseado na Lei do Piso Salarial, que seria de 6,27%, e também visou a valorização da categoria e a melhoria das condições de trabalho nas escolas.
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O caso foi em 2025, mas a decisão de segunda instância foi publicada na última semana de julho. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Justiça do Trabalho.
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