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Minha Casa, Minha Vida: novas regras começam valer nesta quarta-feira, 22 de abril; veja o que muda

Acesso ao financiamento habitacional, tem atualizações dos limites de renda familiar e dos valores máximos dos imóveis financiáveis

Romildo Lacerda

22 de abril de 2026 às 14:39   - Atualizado às 14:57

Programa Minha casa, minha vida

Programa Minha casa, minha vida foto divulgação

As novas regras para financiamentos de imóveis por meio do programa social Minha Casa, Minha Vida começam a valer a partir desta quarta-feira, 22 de abril. As medidas, foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do FGTS, e ampliam o acesso ao financiamento habitacional, com atualização dos limites de renda familiar e dos valores máximos dos imóveis financiáveis. 

Com as mudanças, o programa passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Também houve aumento dos tetos dos imóveis financiáveis, que agora podem chegar a R$ 400 mil, na Faixa 3, e a R$ 600 mil, na Faixa 4, para a classe média. Enquanto as Faixas 1 e 2 seguem com limites regionais definidos de até R$ 275 mil, de acordo com o porte de cada município.

Em nota a Caixa Econômica Federal informa:

Na prática, famílias com renda em torno de R$ 3.000, que anteriormente estavam enquadradas na Faixa 2, passam a acessar as condições da Faixa 1, beneficiando-se da redução da taxa mínima de juros”

“Essa redução representa uma diminuição de pelo menos 0,25 ponto percentual, com impacto direto na redução do custo total do financiamento ao longo do contrato”, acrescenta o texto.

Veja Também

Aumento do valor dos imóveis

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil

Aumento no teto da renda (Para as faixas de renda familiar mensal)

  • Faixa 1 - de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2 – de R$ 4.700 para R$ 5.000
  • Faixa 3 - de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4 - de R$ 12 mil para R$ 13 mil

No programa, as faixas 1, 2 e 3 recebem subsídios do governo e juros mais baixos. Já a faixa 4, que é focada na classe média, tem condições especiais de financiamento, sem subsídio direto, mas com juros reduzidos e maior teto de valor de imóveis.

Como funciona o Minha Casa, Minha Vida

O valor máximo do imóvel depende da faixa de renda e do porte da cidade:

Faixas 1 e 2

  • capitais com mais de 750 mil habitantes: até R$ 260 mil
  • metrópoles com mais de 750 mil habitantes: até R$ 270 mil
  • metrópoles com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: R$ 255 mil
  • capitais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: R$ 255 mil

Faixa 3

 

  • até R$ 350 mil, mas agora passará para R$ 400 mil

Faixa 4

  • até R$ 500 mil, mas agora passará para R$ 600 mil

Taxas e Prazos

Reprodução CAIXA

As taxas de juros variam conforme a renda e a linha de financiamento. Para famílias com renda de até R$ 9.600, os juros partem de 4% ao ano e podem chegar a 8,16% ao ano, com possibilidade de redução para cotistas do FGTS. Já na faixa de classe média, a taxa nominal é de 10% ao ano. Os prazos de pagamento podem chegar a até 420 meses (35 anos), dependendo da modalidade escolhida.

Simulador

As famílias podem realizar simulações para o financiamento pelo programa por meio do site oficial da caixa ou do aplicativo Habitação CAIXA.

  • 1 – Acesse o Simulador Habitacional no site ou aplicativo App Habitação CAIXA
  • 2 – Informe renda familiar, valor do imóvel e localização
  • 3 – O sistema indica a faixa, a taxa de juros e eventual subsídio

Demanda

Para este ano, a meta do governo para o Minha Casa, Minha Vida é alcançar 3 milhões de unidades contratadas, o que reforça a demanda com a garantia de orçamento do FGTS.

O programa foi responsável por metade dos lançamentos do ano passado, o que impulsionou aumento de 10,6% do setor em 2025, com 453.005 unidades lançadas e valor geral de lançamento de R$ 292,3 bilhões, o maior índice da série histórica.

A mudança no teto dos valores da renda familiar é uma demanda do setor imobiliário. A projeção para este ano é de desempenho superior em relação a 2025, com a queda da taxa Selic, melhora das condições de crédito e orçamento recorde para habitação financiada pelo FGTS.

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