Marcha da Maconha. Foto: Fran Silva/Divulgação.
A Marcha da Maconha do Recife realiza mais uma edição neste sábado, 30 de maio, reunindo participantes para discutir políticas públicas relacionadas às drogas e os impactos da criminalização no Brasil. A concentração está marcada para as 14h, na Praça do Derby, área central da capital pernambucana.
Os organizadores programaram o início da caminhada para as 16h20, com percurso até o monumento do Caranguejo da Aurora. A organização informou que comunicou previamente as autoridades competentes e encaminhou ofício à Polícia Militar de Pernambuco.
Neste ano, a mobilização adotou o tema “Usuário não é criminoso: Em luta por liberdade, reparação e direitos”. A proposta busca ampliar o debate público sobre a legislação relacionada às drogas, além de discutir os efeitos da criminalização sobre diferentes grupos da sociedade.
A Marcha da Maconha do Recife integra um movimento realizado em diversas cidades brasileiras e ocorre regularmente na capital pernambucana desde 2008.
De acordo com os organizadores, um dos assuntos centrais da edição deste ano envolve a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, conhecida como PEC das Drogas. O tema ganhou destaque após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao porte de maconha para consumo pessoal.
Segundo os organizadores da marcha, a proposta em tramitação no Congresso Nacional faz parte dos debates que envolvem a legislação sobre drogas e o enquadramento de usuários e traficantes.
A expectativa da organização é reunir participantes para acompanhar as atividades previstas ao longo da tarde. Além da caminhada, a iniciativa pretende promover reflexões sobre direitos, políticas públicas e segurança jurídica relacionadas ao tema.
A organizadora Joanna Santos afirmou que a marcha busca estimular discussões sobre os impactos das atuais políticas de drogas e a forma como a legislação afeta diferentes parcelas da população.
“A chamada guerra às drogas nunca foi sobre substâncias. Foi e segue sendo uma política de controle social, que criminaliza e encarcera em massa corpos negros, periféricos. Quem lucra não é soldado dessa guerra. Denunciamos o proibicionismo como um dos mecanismos centrais de manutenção das desigualdades estruturais no Brasil. É preciso pensar numa política de drogas que pense no usuário como um sujeito de direito”, defende Joanna Santos.
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