STF aprova marcha da maconha Foto: Reprodução/SCJ/Marcha da Maconha
Enquanto o debate sobre a descriminalização do porte de drogas avança em tribunais superiores e em diversos países do mundo, a opinião pública brasileira demonstra manter uma postura de forte resistência. Segundo dados de um levantamento da Real Time Big Data, divulgado neste final de semana, 55% dos brasileiros classificam o uso da maconha como "imoral".
O estudo aponta que, para a maioria da população, o consumo da substância não é visto apenas sob a ótica da saúde pública ou da segurança, mas sim através de um filtro de valores éticos e comportamentais. Por outro lado, 35% dos entrevistados afirmaram que não consideram a prática imoral.
A pesquisa traz recortes demográficos que ajudam a entender onde a reprovação é mais sólida. O conservadorismo em relação ao tema é mais acentuado entre o público feminino e as gerações mais maduras:
Em contrapartida, a visão "não imoral" ganha força entre os mais jovens, embora ainda não seja majoritária no cômputo geral da amostra.
| Perfil | Considera Imoral | Não considera Imoral |
| Média Geral | 55% | 35% |
| Mulheres | 60% | 31% |
| Homens | 49% | 42% |
| Idosos (60+) | 82% | 10% |
Para especialistas, o índice de 55% de reprovação moral funciona como um freio político para projetos de lei que visam a legalização ou a regulamentação do mercado de cannabis no Brasil. Com a maioria da população enxergando a questão como um desvio de conduta ética, parlamentares tendem a evitar o desgaste com suas bases eleitorais ao votar pautas relacionadas ao tema.
A pesquisa da Real Time Big Data entrevistou 3.000 pessoas entre os dias 30 de março e 1º de abril de 2026. O levantamento tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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