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Governo Raquel Lyra retoma progressão salarial da Educação após 27 anos de congelamento; entenda

Esse mecanismo já estava previsto na legislação de 1998, mas nunca havia sido regulamentado.

Ricardo Lélis

08 de janeiro de 2026 às 10:43   - Atualizado às 10:43

Governadora Raquel Lyra em entrevista ao Portal de Prefeitura.

Governadora Raquel Lyra em entrevista ao Portal de Prefeitura. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Em 2026, o Governo de Pernambuco vai promover a progressão salarial dos servidores da Educação do estado nas faixas A, B, C e D, após 27 anos de congelamento. Esse mecanismo já estava previsto na legislação de 1998, mas nunca havia sido regulamentado.

Além das progressões existentes por titulação e tempo de serviço, serão implementadas avaliações de desempenho para progressão nas faixas salariais. 

A avaliação terá duas dimensões: individual (autoavaliação e avaliação da chefia, ambas com peso de 50%, média 7 para aprovação) e institucional/formação (IDEPE 2025 com peso de 40% e carga horária de formação com peso de 60%, média 7 para aprovação).  

A formação exigirá 60 horas anuais para professores, analistas e assistentes administrativos, e 30 horas para administrativos. A expectativa é que, em 4 anos, a categoria possa mudar de classe salarial, além dos reajustes salariais.

Em 2026, a pontuação do IDEPE já garantirá os 40% iniciais, restando ao servidor completar a pontuação necessária por meio da formação, que tem maior peso.

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Além dos reajustes conquistados nas campanhas salariais, os servidores passarão a ter aumento salarial automático todo mês de dezembro, decorrente das progressões.

Secretário

O secretário de Educação, Gilson Monteiro, afirma que a iniciativa cumpre uma obrigação antiga do poder público. Segundo ele, a medida reconhece o papel central dos servidores no funcionamento da rede estadual.

Para a gestão, a avaliação representa um avanço na organização da carreira e no reconhecimento do trabalho diário desenvolvido nas escolas e nos setores administrativos.

Um dos pontos centrais do novo modelo é o foco no desenvolvimento profissional. Até o fim de outubro de 2026, cada servidor avaliado deverá cumprir uma meta individual.

Essa meta envolve a participação em ações de formação ligadas às competências analisadas e à área de atuação do profissional dentro da rede estadual.

Essas atividades incluem cursos, formações, congressos, seminários e palestras. A carga exigida varia entre 30 e 60 horas ao longo do ciclo avaliativo.

A proposta estimula a formação continuada e conecta o desempenho individual às necessidades reais da educação pública em Pernambuco, sem se limitar apenas a critérios burocráticos.

Ao atrelar a progressão na carreira à participação em ações formativas, o Estado reforça a ideia de aprendizado permanente. A Secretaria de Educação defende que esse modelo dialoga melhor com os desafios atuais da educação e com a busca por melhoria dos indicadores de ensino em todo o território pernambucano.

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