O município registrou um acumulado superior a 115 milímetros de chuva em aproximadamente 12 horas. O grande volume de precipitação agravou os efeitos da erosão costeira.
Cratera na Orla do Janga. Foto: Divulgação
Uma cratera se abriu na Orla do Janga, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, após as fortes chuvas registradas desde a madrugada desta terça-feira, 4 de agosto. Diante da situação, a Prefeitura do Paulista informou que equipes da Defesa Civil Municipal foram mobilizadas para isolar preventivamente um trecho da Avenida João Fonseca de Albuquerque, com o objetivo de garantir a segurança da população e reduzir os riscos no local.
Segundo a administração municipal, o município registrou um acumulado superior a 115 milímetros de chuva em aproximadamente 12 horas. O grande volume de precipitação agravou os efeitos da erosão costeira em um dos pontos mais sensíveis da orla.
Em nota oficial, a prefeitura explicou que a medida de isolamento busca evitar acidentes enquanto as equipes técnicas acompanham a situação da área afetada. O município também informou que segue monitorando as condições da orla e das demais regiões que sofreram impactos provocados pelas chuvas.
Além das ações emergenciais, a gestão municipal detalhou o andamento do projeto que prevê obras estruturais para conter o avanço do mar em diferentes pontos da faixa litorânea de Paulista. Segundo a prefeitura, o município já avançou nas tratativas com o Governo Federal para garantir os recursos necessários à execução das intervenções.
O investimento previsto ultrapassa R$ 24 milhões. O projeto foi elaborado em conjunto pela Defesa Civil Municipal, vinculada à Secretaria de Segurança Cidadã, Mobilidade e Defesa Civil, e pela Secretaria de Infraestrutura, com base em levantamentos técnicos realizados nas áreas consideradas mais vulneráveis ao processo de erosão costeira.
De acordo com a administração municipal, as obras contemplam cinco trechos da orla. O planejamento prevê uma intervenção na praia do Janga, duas em Pau Amarelo, uma em Nossa Senhora do Ó e outra em Maria Farinha. Esses locais foram definidos como prioritários devido ao avanço do mar e aos danos registrados nos últimos anos.
A prefeitura informou ainda que as equipes técnicas trabalham desde o início da atual gestão na elaboração dos estudos e dos projetos exigidos para viabilizar a obtenção dos recursos federais. Segundo o comunicado, representantes do município viajaram a Brasília para apresentar o projeto e acompanhar as negociações junto ao Governo Federal.
Durante esse processo, técnicos da Defesa Civil Nacional também realizaram uma vistoria em Paulista para analisar os pontos incluídos no projeto. Posteriormente, no dia 17 de julho, representantes da Defesa Civil Nacional, da Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Infraestrutura participaram de uma reunião técnica para discutir os ajustes finais da proposta, incluindo a atualização do orçamento previsto.
Segundo a prefeitura, o projeto prevê a execução de obras de enrocamento aderente, técnica utilizada para reduzir o avanço do mar, proteger a infraestrutura urbana e minimizar os impactos causados pela erosão costeira ao longo da faixa litorânea.
A administração municipal informou que todas as etapas sob responsabilidade da Prefeitura do Paulista já foram concluídas. Conforme a nota, não existem pendências por parte do município para o andamento do processo.
Enquanto aguarda a conclusão dos trâmites federais, a Defesa Civil Municipal mantém contato com a Defesa Civil Nacional para acompanhar os procedimentos necessários à formalização do convênio e à liberação dos recursos destinados às obras.
Após a conclusão dessa etapa, a prefeitura informou que abrirá o processo licitatório para contratar a empresa responsável pela execução das intervenções, conforme determina a legislação. A expectativa apresentada pela gestão municipal é iniciar as obras ainda este ano, desde que os procedimentos sob responsabilidade do Governo Federal sejam finalizados.
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