A orientação é para que moradores e pessoas que circulam pela região não se aproximem do ponto afetado. A medida busca evitar acidentes enquanto técnicos avaliam a situação.
04 de agosto de 2026 às 11:38 - Atualizado às 11:58
Cratera se forma em orla do Grande Recife após temporal Foto: Reprodução/Redes sociais
A força da chuva provocou novos problemas na faixa litorânea de Paulista, no Grande Recife. Uma cratera surgiu na Orla do Janga durante a madrugada desta terça-feira, 4 de agosto, depois que o município recebeu, conforme a prefeitura, mais de 115 milímetros de precipitação em cerca de 12 horas.
O trecho atingido fica na Avenida João Fonseca de Albuquerque. Diante do risco provocado pela abertura do solo e pelas condições do terreno, equipes da Defesa Civil Municipal foram enviadas ao local e fizeram o isolamento preventivo da área.
A orientação é para que moradores e pessoas que circulam pela região não se aproximem do ponto afetado. A medida busca evitar acidentes enquanto técnicos acompanham a situação e avaliam os danos provocados pelo temporal.

Segundo a Prefeitura do Paulista, o grande volume de água contribuiu para agravar um problema que já preocupa o município: a erosão costeira. O avanço do mar vem afetando diferentes pontos da orla e exigindo a elaboração de medidas para proteger áreas urbanizadas e estruturas próximas à faixa de areia.
A ocorrência no Janga acontece enquanto a Prefeitura do Paulista tenta viabilizar um projeto de contenção da erosão estimado em mais de R$ 24 milhões.
A proposta prevê intervenções em cinco áreas consideradas críticas. Além do Janga, estão incluídos dois trechos de Pau Amarelo, um em Nossa Senhora do Ó e outro em Maria Farinha.
O planejamento foi elaborado a partir de estudos técnicos realizados por equipes da Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Infraestrutura. Entre as soluções previstas está a implantação de enrocamento aderente, estrutura formada por materiais resistentes utilizada para diminuir a força das ondas e proteger a linha costeira.
Para tirar o projeto do papel, representantes do município apresentaram a proposta em Brasília e mantiveram reuniões com órgãos federais. Técnicos da Defesa Civil Nacional também estiveram em Paulista para conhecer os pontos que deverão receber as intervenções.
Em 17 de julho, uma reunião técnica reuniu representantes municipais e federais para discutir ajustes na proposta e atualizar o orçamento das obras.
De acordo com a administração municipal, as etapas que dependiam diretamente da Prefeitura do Paulista foram concluídas. O município aguarda agora a formalização do convênio com o Governo Federal e a liberação dos recursos.
Somente depois dessa fase poderá ser aberto o processo de licitação para contratar a empresa que executará os serviços. A previsão da prefeitura é começar as intervenções ainda neste ano, caso os trâmites federais avancem dentro do cronograma esperado.
Até lá, a Defesa Civil continuará monitorando a Orla do Janga e outros pontos afetados pelas chuvas. O isolamento da área onde a cratera apareceu deve permanecer como medida de segurança até que sejam concluídas as avaliações técnicas.
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Fonte: OpenWeather
A decisão ocorre após acumulados expressivos de precipitação na RMR. Segundo a Apac, Paulista registrou 104 milímetros nas últimas 24 horas.
Os números foram divulgados pela Apac às 5h50 desta terça, em meio à intensificação do sistema meteorológico que atua sobre Pernambuco.
Os maiores volumes de precipitação acumulada nas últimas 24 horas foram registrados na Região Metropolitana do Recife.
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