Influenciador foi autuado por divulgar imagens de prática considerada crime ambiental durante passeio de barco no arquipélago pernambucano.
13 de abril de 2026 às 21:15 - Atualizado às 21:25
Carlinhos Maia gravou o vídeo em outubro de 2025. Foto: Reprodução/Redes sociais
O influenciador digital Carlinhos Maia foi multado em R$ 1 milhão após divulgar um vídeo envolvendo aves silvestres em Fernando de Noronha. A penalidade foi confirmada na segunda-feira, 13 de abril, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão ambiental na região.
O caso ocorreu no dia 4 de outubro de 2025, durante um passeio de barco. De acordo com o órgão, pessoas que estavam na embarcação alimentaram aves marinhas com carne de churrasco, prática proibida pelas normas ambientais locais. As imagens foram publicadas nas redes sociais do influenciador, o que motivou a autuação.
Segundo a chefe do ICMBio em Noronha, Lilian Hangae, a infração está relacionada à divulgação de um ato considerado crime ambiental. “O vídeo mostra aves sendo alimentadas de forma irregular. A publicação desse tipo de conteúdo, associada à possibilidade de ganho financeiro, configura infração”, explicou.
A multa aplicada levou em consideração critérios definidos pelo órgão ambiental, incluindo a renda do influenciador. Com mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais, Carlinhos Maia teve o valor ajustado proporcionalmente, conforme as regras utilizadas pelo ICMBio para esse tipo de penalidade.
As imagens analisadas mostram uma embarcação em movimento, com registros feitos na parte traseira. Em um dos trechos, dois homens aparecem oferecendo alimento às aves da espécie Fregata magnificens. De acordo com o instituto, a alimentação inadequada pode causar danos à saúde dos animais, além de alterar o comportamento natural e impactar o equilíbrio ambiental da área.
Os responsáveis por alimentar as aves também foram autuados com base na legislação ambiental, embora os valores das multas não tenham sido divulgados. Já a publicação do conteúdo foi enquadrada como infração específica prevista em decreto federal que trata de crimes ambientais.
O ICMBio reforça que a prática desrespeita as regras do plano de manejo da área de proteção ambiental de Noronha, que estabelece limites claros para a interação entre visitantes e a fauna local. O objetivo é preservar as espécies e evitar interferências humanas que possam comprometer o ecossistema.
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