Segundo a companhia, a única alternativa no curto prazo são os trens usados vindos de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Porém, a entrega tem tido sucessivos adiamentos.
13 de abril de 2026 às 21:29 - Atualizado às 21:38
Metrô do Recife. Foto: Divulgação
A operação da Linha Sul do Metrô do Recife pode ser interrompida a partir de 2027 caso não haja reforço imediato na frota de trens. O alerta foi feito pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que aponta risco de paralisação parcial do sistema, especialmente no trecho que liga a Zona Sul da Região Metropolitana ao Centro da capital pernambucana.
Segundo a companhia, a única alternativa no curto prazo é a chegada de trens usados vindos de outros estados, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. As composições, que não possuem ar-condicionado, ainda dependem de questões logísticas para serem transferidas ao Recife. A previsão inicial já sofreu três adiamentos, e agora a expectativa é que os primeiros veículos cheguem entre o fim de abril e meados de maio.
De acordo com o gerente de operações da CBTU Recife, José Innocêncio, o sistema atual não suporta mais a demanda sem a entrada dessas unidades. Ele afirma que, sem o reforço, a Linha Sul pode deixar de operar ou funcionar de forma extremamente limitada entre março e abril de 2027.
A utilização de trens seminovos é tratada como uma medida emergencial. A produção e entrega de novos veículos levariam entre dois e três anos, prazo considerado incompatível com a situação atual da rede. “Foi a alternativa encontrada para manter o funcionamento mínimo do sistema”, afirmou o gestor.
Apesar das críticas em relação à ausência de ar-condicionado, a CBTU argumenta que a prioridade, neste momento, é garantir a continuidade do serviço. Os trens que serão enviados contam com sistema de ventilação, com saídas de ar e janelas que permitem circulação constante, como forma de amenizar o calor na Região Metropolitana do Recife.
A necessidade de soluções emergenciais reflete o cenário de redução de investimentos no sistema ao longo dos últimos anos. Segundo a companhia, o metrô opera há cerca de uma década com orçamento inferior ao necessário para custeio e manutenção, além de utilizar equipamentos antigos, alguns em operação desde a década de 1980.
O envio dos trens depende de etapas paralelas em outros estados. Em Minas Gerais, a liberação das composições está condicionada à chegada de novos veículos adquiridos para o sistema local. Já no Rio Grande do Sul, o repasse das unidades depende de recursos federais para viabilizar a transferência.
A estratégia faz parte de uma fase de transição até a implementação de uma Parceria Público-Privada (PPP), que prevê a concessão do sistema metroviário. O leilão está previsto para dezembro de 2026. O projeto inclui investimentos estimados em R$ 4 bilhões e a aquisição de novos trens com ar-condicionado, mas a entrega completa da frota pode levar até cinco anos após a assinatura do contrato.
Até lá, a manutenção da operação depende diretamente da chegada das composições usadas. Sem esse reforço, a CBTU não descarta a interrupção de trechos do sistema, com impacto direto na mobilidade urbana da capital pernambucana e da região metropolitana.
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