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Cabo de Santo Agostinho está entre as cidades mais violentas do Brasil, aponta Atlas 2026

Município pernambucano aparece na 14ª posição nacional em taxa de homicídios, segundo levantamento do Ipea e FBSP.

Portal de Prefeitura

26 de maio de 2026 às 14:55   - Atualizado às 14:59

Deputado estadual Lula Cabral.

Deputado estadual Lula Cabral. Foto: Portal de Prefeitura

O município de Cabo de Santo Agostinho voltou a aparecer entre as cidades mais violentas do país. Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública colocam a cidade pernambucana na 14ª posição do ranking nacional do Atlas da Violência 2026.

Segundo o levantamento, o Cabo registrou taxa de 59,9 homicídios por 100 mil habitantes, índice considerado elevado pelos parâmetros internacionais de segurança pública. O estudo utiliza dados de mortes violentas registradas em 2024 e faz um comparativo proporcional à população dos municípios brasileiros.

A presença da cidade entre as mais violentas do Brasil reforça o alerta sobre os desafios enfrentados na Região Metropolitana do Recife em relação ao combate à criminalidade e à violência urbana.

O Atlas da Violência também aponta Pernambuco como o terceiro estado brasileiro com maior taxa de homicídios. Em 2024, o estado contabilizou 3.534 assassinatos, número superior ao registrado dez anos antes.

A taxa estadual chegou a 37,3 homicídios por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Amapá e da Bahia no cenário nacional.

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Além do Cabo de Santo Agostinho, São Lourenço da Mata também aparece entre os 20 municípios mais violentos do país, ocupando a 16ª posição, com taxa de 56,9 homicídios por 100 mil habitantes.

Já Recife aparece como a quarta capital mais violenta do Brasil, com taxa de 45,5 mortes por 100 mil habitantes.

Violência preocupa moradores e especialistas

Especialistas em segurança pública apontam que fatores como desigualdade social, disputa entre facções criminosas, tráfico de drogas e dificuldades estruturais das forças de segurança ajudam a explicar os altos índices registrados em cidades da Região Metropolitana.

No Cabo de Santo Agostinho, o crescimento urbano acelerado nas últimas décadas, aliado à expansão populacional e desafios históricos de infraestrutura, também aparece frequentemente entre os fatores debatidos por pesquisadores e autoridades.

Além dos impactos diretos na segurança da população, os índices elevados de violência afetam setores importantes da economia local, como comércio, turismo e geração de empregos.

Nordeste domina ranking nacional

O Atlas da Violência 2026 revela ainda que o Nordeste concentra 17 das 20 cidades mais violentas do Brasil. Municípios da Bahia e do Ceará lideram o ranking nacional.

A cidade mais violenta do país, segundo o levantamento, é Maranguape, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes.

Os dados do estudo servem de base para análises acadêmicas, formulação de políticas públicas e estratégias de enfrentamento à violência em diferentes regiões brasileiras.

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