Deputado estadual Lula Cabral. Foto: Portal de Prefeitura
O município de Cabo de Santo Agostinho voltou a aparecer entre as cidades mais violentas do país. Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública colocam a cidade pernambucana na 14ª posição do ranking nacional do Atlas da Violência 2026.
Segundo o levantamento, o Cabo registrou taxa de 59,9 homicídios por 100 mil habitantes, índice considerado elevado pelos parâmetros internacionais de segurança pública. O estudo utiliza dados de mortes violentas registradas em 2024 e faz um comparativo proporcional à população dos municípios brasileiros.
A presença da cidade entre as mais violentas do Brasil reforça o alerta sobre os desafios enfrentados na Região Metropolitana do Recife em relação ao combate à criminalidade e à violência urbana.
O Atlas da Violência também aponta Pernambuco como o terceiro estado brasileiro com maior taxa de homicídios. Em 2024, o estado contabilizou 3.534 assassinatos, número superior ao registrado dez anos antes.
A taxa estadual chegou a 37,3 homicídios por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Amapá e da Bahia no cenário nacional.
Além do Cabo de Santo Agostinho, São Lourenço da Mata também aparece entre os 20 municípios mais violentos do país, ocupando a 16ª posição, com taxa de 56,9 homicídios por 100 mil habitantes.
Já Recife aparece como a quarta capital mais violenta do Brasil, com taxa de 45,5 mortes por 100 mil habitantes.
Especialistas em segurança pública apontam que fatores como desigualdade social, disputa entre facções criminosas, tráfico de drogas e dificuldades estruturais das forças de segurança ajudam a explicar os altos índices registrados em cidades da Região Metropolitana.
No Cabo de Santo Agostinho, o crescimento urbano acelerado nas últimas décadas, aliado à expansão populacional e desafios históricos de infraestrutura, também aparece frequentemente entre os fatores debatidos por pesquisadores e autoridades.
Além dos impactos diretos na segurança da população, os índices elevados de violência afetam setores importantes da economia local, como comércio, turismo e geração de empregos.
O Atlas da Violência 2026 revela ainda que o Nordeste concentra 17 das 20 cidades mais violentas do Brasil. Municípios da Bahia e do Ceará lideram o ranking nacional.
A cidade mais violenta do país, segundo o levantamento, é Maranguape, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes.
Os dados do estudo servem de base para análises acadêmicas, formulação de políticas públicas e estratégias de enfrentamento à violência em diferentes regiões brasileiras.
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Desde o início da ação, em maio de 2025, já foram realizados 122.612 atendimentos em 173 municípios pernambucanos. O total inclui 26.139 consultas e 96.473 exames e biópsias.
O evento acontecerá de 15 de agosto, com concentração às 5h e largada às 6h, na Praça Duque de Caxias, conhecida como Praça do Quartel, em Casa Caiada.
O caso foi em 2025, mas a decisão de segunda instância foi publicada na última semana de julho. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Justiça do Trabalho.
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