Violência no Brasil. (Foto: Divulgação)
O novo levantamento do Atlas da Violência 2026 reacendeu o alerta sobre a escalada da criminalidade em municípios nordestinos. Divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o estudo mostra que 17 das 20 cidades mais violentas do país estão localizadas no Nordeste.
Os números revelam uma concentração preocupante de homicídios principalmente nos estados da Bahia e do Ceará, onde municípios de médio e grande porte enfrentam desafios ligados à violência urbana, expansão do crime organizado e dificuldades estruturais na segurança pública.
Segundo o relatório, o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024. Apesar de oscilações em algumas regiões do país, os dados reforçam que determinadas áreas seguem convivendo com índices muito acima da média nacional.
O município de Maranguape aparece no topo do ranking nacional, com taxa estimada de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes. Na sequência surgem Jequié, Maracanaú e Itapipoca.
Confira as dez cidades mais violentas do Brasil segundo o Atlas da Violência 2026:
O levantamento aponta que muitos desses municípios estão situados em regiões metropolitanas ou corredores estratégicos para rotas do tráfico de drogas e disputas entre facções criminosas.
Entre os estados mais impactados pela violência letal, a Bahia aparece com forte presença no ranking nacional. Municípios importantes economicamente, como Feira de Santana e Camaçari, registraram índices elevados de homicídios.
O Ceará também concentra várias cidades entre as mais violentas do país, especialmente em áreas próximas à Região Metropolitana de Fortaleza. Especialistas apontam que o avanço das organizações criminosas e conflitos territoriais contribuíram diretamente para o aumento da violência.
Além da Bahia e do Ceará, o estudo também destaca índices elevados em Pernambuco, Alagoas e Amapá.
Os dados do Atlas da Violência 2026 reforçam que o combate à criminalidade permanece como um dos maiores desafios do Brasil. Especialistas em segurança pública defendem ações integradas entre União, estados e municípios, além de investimentos em inteligência policial, políticas sociais e prevenção à violência.
Outro ponto destacado por pesquisadores é a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas para juventude, educação e geração de oportunidades em regiões vulneráveis.
Enquanto cidades do Sul e Sudeste aparecem entre as menores taxas de homicídio do país, municípios nordestinos seguem enfrentando uma realidade marcada pela insegurança cotidiana, medo da população e impactos econômicos provocados pela violência urbana.
O Atlas da Violência é considerado uma das principais referências nacionais para análise dos índices de criminalidade e serve de base para estudos, planejamento de políticas públicas e monitoramento da segurança em diferentes regiões do país.
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O evento acontecerá de 15 de agosto, com concentração às 5h e largada às 6h, na Praça Duque de Caxias, conhecida como Praça do Quartel, em Casa Caiada.
O caso foi em 2025, mas a decisão de segunda instância foi publicada na última semana de julho. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Justiça do Trabalho.
Análise do jornalista Mário Flávio, com base em dados da Meta, mostra vantagem da governadora em visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos no Instagram.
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