Batizada de "Maria Madalena Lia de Itamaracá", a produção vai explorar fases pouco conhecidas da trajetória da artista pernambucana, misturando documentário e ficção.
26 de maio de 2026 às 14:42 - Atualizado às 14:47
Lia de Itamaracá ao lado da sobrinha e da sobrinha neta que ainterpretam na série. Foto: Ytallo Barreto/Divulgação
Muito antes de se tornar referência da ciranda no Brasil e no exterior, Lia de Itamaracá era apenas Maria Madalena Correia do Nascimento, menina negra da Ilha de Itamaracá que cresceu cercada por dificuldades, preconceitos e pela força da cultura popular. Agora, essa trajetória ganhará uma série audiovisual inédita.
Batizada de “Maria Madalena – Lia de Itamaracá”, a produção vai explorar fases pouco conhecidas da vida da artista pernambucana, misturando documentário e ficção para reconstruir memórias, afetos, dores e conquistas ao longo de décadas.
O piloto começou a ser filmado na praia de Jaguaribe, na Ilha de Itamaracá, território que não aparece apenas como cenário, mas como parte essencial da narrativa.
A proposta da obra nasceu do desejo da própria artista de registrar sua caminhada antes do reconhecimento nacional.
A narrativa vai acompanhar desde a infância marcada pela pobreza até o momento em que Lia transforma a ciranda em uma das maiores expressões da cultura popular pernambucana.
Ao longo dos seis episódios previstos, cada capítulo será guiado por uma música, uma lembrança e um espaço simbólico da ilha.
Relatos pessoais da cantora, imagens de arquivo, encenações e performances musicais irão se cruzar para construir um retrato mais íntimo da artista.
“Eu nunca deixei de acreditar na minha voz e na minha história”, afirma Lia em um dos trechos divulgados pela produção.
A produção terá participação direta de familiares da cantora. A sobrinha Maria Salete e a sobrinha-neta Pietra Victória interpretarão Lia em diferentes momentos da juventude.
Segundo os realizadores, a escolha ajuda a manter a conexão afetiva e ancestral da história contada na tela. A direção é assinada por Lia Letícia e Beto Hees, empresário da artista há cerca de 30 anos.
Mais do que contar a biografia de uma cantora, a série pretende discutir temas como identidade, racismo, território, memória e resistência cultural.
Hoje aos 82 anos, Lia de Itamaracá segue ativa artisticamente, acumulando títulos como Patrimônio Vivo de Pernambuco e Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco.
Além da música, a artista também construiu trajetória no cinema, participando de produções como Bacurau e Recife Frio.
O projeto foi iniciado com recursos do Funcultura Audiovisual e deve buscar novos patrocinadores para viabilizar a gravação completa da série.
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O evento é uma ação artística itinerante criada para anunciar a chegada do festival de mesmo nome aos municípios participantes no estado.
Durante o dia, os municípios recebem polos e ativações artísticas além de atividades formativas, e à noite iniciam os shows do palco Pernambuco Meu País.
A expectativa é de que o evento movimente R$ 20 milhões e atraia mais de 170 mil pessoas para a cidade. Cada município da itinerância recebe cinco dias do evento.
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