prefeitura de Cachoerinha Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) notificou a Prefeitura de Cachoeirinha por irregularidades na terceirização na saúde do município. A decisão foi tomada após auditoria especial constatar que o contrato com a empresa Medicalmais Serviços em Saúde Ltda. violava o princípio do concurso público ao substituir, de forma indevida, servidores efetivos por profissionais contratados de forma terceirizada.
A informação foi divulgada na edição do Diário Oficial do TCE-PE em 20 de junho de 2025 e também repercutida pelo Curso Jaula, que acompanha e divulga conteúdos relevantes sobre concursos e gestão pública em Pernambuco.
O contrato investigado foi firmado por meio de inexigibilidade de licitação (Processo nº 19/2019 – Edital nº 02/2019), com valor mensal de R$ 335.445,50, totalizando aproximadamente R$ 4 milhões ao ano. A auditoria apontou que a empresa contratada atuava unicamente no fornecimento de mão de obra médica, sem oferecer estrutura, insumos ou gestão, caracterizando terceirização na saúde de Cachoeirinha como indevida.
Segundo o TCE, os pagamentos eram feitos com base em horas trabalhadas, e não por produção ou atendimento, e a prorrogação do contrato por cinco anos — de 2019 a 2024 — ocorreu mesmo com a Prefeitura tendo tempo e condições para realizar concurso público. Essa conduta, conforme o relatório, configura substituição permanente do Estado, ferindo o artigo 37, inciso II, da Constituição Federal, além da Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990) e da Portaria MS nº 358/2006.
Diante das ilegalidades, a ex-secretária municipal de Saúde, Larissa Daniele Barreto Silva, foi responsabilizada e multada em R$ 11 mil, valor que deve ser recolhido ao Fundo de Aperfeiçoamento Profissional do TCE-PE em até 15 dias após o trânsito em julgado da decisão.
Além da penalidade individual, o Tribunal determinou que a atual gestão da Prefeitura de Cachoeirinha elabore, no prazo de até 180 dias, um levantamento detalhado da necessidade de pessoal na área de saúde. O objetivo é realizar um novo concurso público para substituir os contratos precários, encerrando assim o modelo de terceirização na saúde de Cachoeirinha.
O TCE reforça que a prática recorrente de terceirizar atividades-fim, sobretudo na área da saúde, compromete a estabilidade, a continuidade e a eficiência dos serviços públicos. O caso da terceirização na saúde de Cachoeirinha se soma a outros em Pernambuco onde a Corte tem alertado para a necessidade de reforço no cumprimento das normas constitucionais que garantem o ingresso no serviço público exclusivamente por concurso.
Com a decisão, espera-se que o município adote medidas para regularizar a situação e valorizar o ingresso legal de profissionais, fortalecendo o SUS local e melhorando o atendimento à população.
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Após a homologação do resultado, o certame terá validade de dois anos, podendo ser prorrogada uma única vez por igual período.
Para concorrer, os candidatos devem atender aos requisitos de formação estabelecidos no edital, que prevê doutorado.
Os processos seletivos já estão abertos, e os requisitos variam de acordo com a função. Há posições para profissionais em início de carreira e também para candidatos com experiência e conhecimentos específicos.
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