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CNU: auditores aprovados cobram ministérios para serem nomeados

De acordo com a Comissão dos Aprovados, o governo ainda não oficializou as contratações previstas no edital de homologação publicado em 13 de agosto.

Isabella Lopes

21 de outubro de 2025 às 15:22   - Atualizado às 15:24

Concurso Nacional Unificado.

Concurso Nacional Unificado. Foto: EBC

Os aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 para o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho (AFT) cobram do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a nomeação dos candidatos homologados. De acordo com a Comissão dos Aprovados, o governo ainda não oficializou as contratações previstas no edital de homologação publicado em 13 de agosto, o que tem causado incerteza entre os participantes.

A etapa do curso de formação, realizada em Brasília, reuniu cerca de 900 candidatos, conforme o edital. O treinamento, que faz parte do processo seletivo, é considerado uma fase eliminatória.

Após a conclusão, mais de 800 participantes foram considerados aptos a assumir o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho, mas, segundo a comissão, o MTE não deu continuidade às nomeações. Em nota, os aprovados afirmaram que o cenário atual é um “festival de incertezas”, devido à falta de esclarecimentos por parte do ministério.

Segundo a Comissão dos Aprovados, o MTE eliminou candidatos da lista de aptos no curso de formação por “problemas de documentação”, o que gerou indignação. O grupo estima que mais de 300 pessoas pediram demissão de seus empregos atuais para assumir o novo cargo, mas foram surpreendidas pela ausência de nomeação.

“Houve questionamentos ao MTE acerca das eliminações, gerando indefinições e debates internos. Após revisão administrativa, o MTE, comandado pelo ministro Luiz Marinho, sinalizou ao MGI, responsável pela homologação dos resultados dos concursos dos cargos promovidos pelo CNU 2024, uma retificação do edital homologado”, informou a comissão.

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Interferência judicial e investigação da PF

A suspensão temporária das nomeações passou por análise da Justiça Federal após um candidato entrar com ação judicial questionando a eliminação por supostas pendências documentais. A medida levou o MTE a solicitar uma retificação do edital ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Durante o processo de revisão, a situação se complicou com uma operação da Polícia Federal, que desarticulou uma quadrilha suspeita de fraudar o CNU 2024. De acordo com a comissão, o MGI decidiu aguardar o andamento das investigações antes de concluir a retificação e liberar as nomeações.

Mesmo diante da investigação, os aprovados afirmam que “não há impedimento jurídico” para que o MTE nomeie os candidatos já homologados, ressaltando que a decisão liminar relacionada ao problema de documentação foi suspensa.

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