A maior parte da redução se deve ao chamado "pente-fino" implementado pela gestão federal sobre o benefício.
14 de fevereiro de 2025 às 08:27 - Atualizado às 09:40
Lula e Bolsonaro. Foto: Arte/Portal de Prefeitura/Governo Federal
Sob o início do seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reduziu o número de beneficiários do Bolsa Família em 1,1 milhão. O comparativo é entre dezembro de 2022 e janeiro de 2025. Os números são públicos e disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Sendo assim, a quantidade de famílias no programa social caiu em 61% das cidades. Uma pesquisa realizada pela CNN revela que 3.412 dos 5.571 das cidades brasileiras registram menos beneficiários hoje do que contabilizavam no último mês do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A maior parte da redução se deve ao chamado “pente-fino” implementado pela gestão federal sobre o benefício, a fim de identificar pagamentos indevidos.
Até meados de 2024, o MDS havia encontrado 3,7 milhões de fraudes em programas sociais associados ao Cadastro Único (CadÚnico).
Dentre as cidades, aquela que registrou maior redução de beneficiários neste período foi: o Rio de Janeiro, com 88.305 famílias a menos (queda de 14%).
Já em termos proporcionais, Braço do Trombudo, em Santa Catarina, teve redução mais considerável: 70%, de 51 para 15 beneficiários.
Ao todo, 36 cidades ficaram no “zero a zero”, sem elevar ou reduzir beneficiários, enquanto 2.123 registraram aumento.
Cidades com redução:
Manaus, capital amazonense, liderou as altas com 15.093 famílias a mais. Proporcionalmente, Áurea, no Rio Grande do Sul, registrou elevação de 156%, de 39 para 100.
Para especialistas em contas públicas consultados pela CNN, o pente-fino implementado pelo governo é positivo, mas ainda há espaço para a gestão federal combater fraudes — de olho especialmente na pressão que o Bolsa Família tem levado ao Orçamento.
Cidades com alta:
Quando ainda Auxílio Brasil, sob Jair Bolsonaro, o programa cresceu em beneficiários, mas também em valor pago, de R$ 200 para R$ 600. Esta combinação culminou na elevação dos gastos.
De 2008 até 2023, o gasto com o Bolsa Família subiu de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,5%, o equivalente a R$ 172,5 bilhões.
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