Wellington Dias, chefe da pasta de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), responsável pelo programa social, disse que prepara um relatório para apresentar ao presidente até março.
Lula e Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, afirmou que está em discussão no governo Lula uma mudança no valor do Bolsa Família diante do aumento "brusco" no preço dos alimentos.
"Vamos tomar uma decisão dialogando com o presidente (Lula), porque isso repercute. Será um ajuste? Será um complemento na alimentação?", pergunta, para, então, admitir que mexer no valor do repasse "está na mesa".
A declaração ocorreu em entrevista ao portal Deutsche Welle nesta sexta-feira, 7 de fevereiro.
O ministro disse que prepara um relatório para apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva até março.
Integrantes da equipe econômica afirmaram ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a declaração dada por Dias é apenas um ruído.
Segundo os técnicos, além de não haver espaço orçamentário para um aumento no valor do benefício, a medida pioraria o cenário inflacionário.
No Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) deste ano, ainda pendente de votação pelo Congresso, o governo reservou R$ 167,2 bilhões para o Bolsa Família.
Após a declaração do ministro, o dólar à vista ampliou os ganhos e tocou o nível de R$ 5,80. As taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs) de curtíssimo prazo também renovaram seguidas máximas em reação à fala do ministro.
O presidente Lula vem se mostrando preocupado com a alta do preço dos alimentos - o que vem pesando sobre a sua popularidade
Na quinta-feira, 6, o presidente orientou a população a deixar de comprar produtos caros, o que virou meme nas redes.
Nesta sexta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a afirmar que o dólar está perdendo força ante o real e que isso vai ajudar a reduzir o preço dos alimentos no médio prazo.
Estadão Conteúdo
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A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
Em 26 de julho, Lula tinha 45%, ante 37% de Flávio. No levantamento que antecedeu o empate numérico da semana passada o presidente aparecia com 42%, contra 41% do senador.
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