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Vídeo: filha de preso do 8/1 que morreu na Papuda afirma que pai foi 'preso injustamente e morto'

Cleriston Pereira da Cunha, 46 anos morreu no dia 20 de novembro de 2023 enquanto estava detido no Centro de Detenção Provisória (CDP II).

Fernanda Diniz

12 de fevereiro de 2025 às 12:49   - Atualizado às 14:27

Filha de preso do 8/1 que morreu na Papuda.

Filha de preso do 8/1 que morreu na Papuda. Foto: Divulgação

Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, um dos detidos pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e que morreu na Penitenciária da Papuda em novembro do mesmo ano, denunciou tortura. Ela pediu ajuda ao representante da Organização dos Estados Americanos (OEA), Pedro Vaca. (VEJA O VÍDEO ABAIXO)

Vaca, que é relator especial para liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), está no Brasil para avaliar a situação do direito à liberdade de expressão. Isso inclui o espaço digital. A organização informou que sua visita ocorreu a convite do governo brasileiro. Além disso, ele participará de reuniões com representantes dos Três Poderes.

O encontro entre Luiza Cunha, filha de Cleriston, e Pedro Vaca aconteceu durante uma dessas reuniões. Na ocasião, filha de Cunha afirmou que seu pai foi torturado enquanto estava preso.

“Meu pai foi morto, preso injustamente e torturado na cadeia. Meu pai não era criminoso. Era um homem íntegro, bondoso e exemplo de brasileiro. Minha família não merece isso. Somos torturados até hoje, não é fácil viver isso no Brasil. Por favor, nos ajude”, disse Luiza, sua filha.

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) também esteve presente no encontro e se manifestou nas redes sociais. Em publicação no X (antigo Twitter), ele afirmou que Vaca estava “ouvindo os abusos de autoridade e atos de censura praticados pelo STF [Supremo Tribunal Federal] contra parlamentares e contra toda a sociedade brasileira”.

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“Não haverá como ele voltar a Washington [EUA] sem estar absolutamente convencido da situação absurda e ilegal que estamos vivendo. Chega de censura, perseguição política e abusos de autoridade de Lula, do PT e seus aliados, especialmente do STF!”, escreveu van Hattem.

Relembre o caso 

Cleriston Pereira da Cunha, 46 anos, foi preso por participar dos atos de 8 de janeiro. Ele morreu no dia 20 de novembro de 2023 enquanto estava detido no Centro de Detenção Provisória (CDP II), uma das unidades da Papuda.

Cunha sofria de diabetes e hipertensão e usava medicação controlada. De acordo com um ofício da Vara de Execuções Penais (VEP), ele teve "um mal súbito durante o banho de sol".

Entre janeiro e maio de 2023, Cunha recebeu seis atendimentos médicos e os profissionais o encaminharam ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Enquanto isso, sua filha aguardava notícias.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Cunha por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. No entanto, o tribunal não havia definido quando julgaria o réu.

A PGR concordou com o pedido de liberdade feito pela defesa. Contudo, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, do STF, não analisou a situação de Cunha, pai da filha preocupada.

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