Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Paulo Gonet afirma que Bolsonaro liderou organização criminosa para prejudicar eleições de 2022

O PGR destacou ações de Bolsonaro, como a reunião com a cúpula das Forças Armadas para a "apresentação de planos golpistas".

Redação

02 de setembro de 2025 às 13:27   - Atualizado às 13:30

Paulo Gonet e Jair Bolsonaro.

Paulo Gonet e Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou nesta terça-feira, 2 de setembro, que todos os fatos descritos na denúncia da tentativa de golpe de Estado estão confirmados por provas, vez que a organização criminosa agora processada no Supremo Tribunal Federal (STF) "fez questão de documentar passos da empreitada".

Segundo o chefe do Ministério Público Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro e os outros sete réus "não negam realidade, mas buscam se mostrar alheios" à mesma.

"O grupo, liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, desenvolveu e implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais poderes funcionais, especialmente do Poder Judiciário. A denúncia não se baseou em conjecturas ou suposições frágeis. Os próprios integrantes da organização criminosa fizeram questão de documentar quase todas as fases da empreitada", destacou.

O PGR destacou ações de Bolsonaro, como a reunião com a cúpula das Forças Armadas para a apresentação de planos golpistas. Também lembrou que o ministro da Defesa convocou militares para revelar estratégia adotada e que o Comandante da Marinha "chegou a assentir ao convite" à tentativa de golpe de Estado.

Ainda retomando a cronologia do golpe, o chefe do Ministério Público Federal frisou que a campanha golpista ganhou corpo com acampamentos bolsonaristas em frente ao quartel general do Exército e indicou que o "momento culminante da balbúrdia se deu em 8 de janeiro de 2023". Segundo Gonet, a "instauração do caos era considerada etapa necessária do desenrolar do golpe, para atrair adesão das Forças Armadas".

Veja Também

Gonet também destacou o plano de assassinato de autoridades, entre eles do ministro do STF Alexandre de Moraes.

O PGR lembrou que o plano para matar o relator da ação penal foi exposto pelo general Braga Netto e confessado pelo general Mário Fernandes - que é réu em outra ação que trata sobre o golpe.

Outra faceta destacada por Gonet foi a eleitoral. Segundo o PGR, os discursos contra a legitimidade das urnas assumem uma dimensão própria em contexto golpista. Em sua visão, violência esteve presente na convocação de tropas militares e incitação a ataques às urnas, assim como em discursos de Bolsonaro e atos propiciadores de truculência real. O PGR ainda destacou os documentos encontrados com os réus, como minutas de decretos e até um discurso para Bolsonaro pós golpe.

Segundo o PGR, o golpe só não se consumou porque não conseguiu cooptar cúpula das Forças Armadas, pela "fidelidade do Exército, apesar de desvio de alguns integrantes".

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

10:55, 13 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

Vereadora do PSOL, Jô Cavalcanti, alvo de ataques e prefeito do Recife, João Campos.
Vídeo

Vereadora do PSOL sofre ataques nas redes sociais após assinar CPI para investigar João Campos

A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.

mais notícias

+

Newsletter