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PIB da Argentina sobe 4,4% em 2025 e marca primeira expansão da era Milei

Após dois anos de queda, economia argentina volta a crescer impulsionada pelo setor agrícola e investimentos; indústria manufatureira ainda registra retração.

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01 de abril de 2026 às 09:17   - Atualizado às 09:21

Javier Milei.

Javier Milei. Foto: Reprodução/Instagram

A economia da Argentina voltou a respirar em 2025. Dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (INDEC) revelam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou uma alta de 4,4% no acumulado do ano passado. O resultado é emblemático: trata-se do primeiro balanço anual positivo da gestão de Javier Milei e a primeira expansão econômica do país desde 2022.

O fechamento do quarto trimestre de 2025 consolidou a tendência de recuperação, com um avanço de 2,1% na comparação anual e uma leve alta de 0,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior (com ajustes sazonais).

Motores do Crescimento: Agronegócio e Investimentos

O desempenho foi impulsionado por setores estruturais que reagiram positivamente às novas políticas econômicas. Das 17 segmentações analisadas pelo INDEC, 13 fecharam o ano no azul. Os grandes destaques foram:

  • Agricultura: +17,2%
  • Pecuária e Silvicultura: +16,1%
  • Pesca: +10,6%
  • Intermediação Financeira: Alta significativa (setor em destaque no relatório).

Outro dado que chama a atenção dos analistas é a Formação Bruta de Capital Fixo, que saltou 16,4%, indicando uma retomada nos investimentos produtivos no país. O consumo privado também deu sinais de fôlego, com alta de 7,9%, enquanto as exportações avançaram 7,6%.

O Contraste: Indústria e Comércio em Queda

Apesar do otimismo com os números gerais, a recuperação argentina ainda é heterogênea. Enquanto o campo e as finanças impulsionam o PIB, setores urbanos e de transformação continuam sofrendo os efeitos do ajuste monetário e da inflação.

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A indústria manufatureira registrou queda de 5% no período, refletindo dificuldades na cadeia de produção e custos operacionais. Já o comércio (atacadista, varejista e serviços de reparo) recuou 2,2%, evidenciando que o poder de compra da população, embora em recuperação no consumo privado geral, ainda não se traduziu em um boom para o varejo tradicional.

Contexto Político

Para o governo Milei, o número de 4,4% serve como uma validação estatística para o plano de "choque" iniciado em 2024. Após o PIB ter subido pela última vez em 2022 (6%) e enfrentado sucessivas quedas, a estabilização do indicador é a principal aposta da Casa Rosada para atrair novos investimentos estrangeiros em 2026.

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