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Milei assina decreto para barrar ou expulsar estrangeiros que atacarem argentinos

A publicação ocorre em meio ao discurso adotado pelo governo sobre a existência de uma suposta campanha internacional contra o país.

Ricardo Lélis

30 de julho de 2026 às 17:10   - Atualizado às 17:10

Javier Milei.

Javier Milei. Foto: Reprodução/Instagram

O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que endurece as regras de imigração ao determinar o impedimento da entrada no país ou a expulsão de estrangeiros que promovam ou incentivem mensagens de ódio, discriminação e violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade.

A medida foi anunciada na quarta-feira (29) pelo Gabinete da Presidência argentina. Em comunicado oficial, o governo informou que a decisão foi tomada em resposta às "recentes manifestações de hostilidade" contra a Argentina.

De acordo com o texto divulgado, o decreto estabelece como motivo para impedir o ingresso ou expulsar estrangeiros que incentivem mensagens de ódio, discriminação ou violência contra cidadãos argentinos em razão de sua nacionalidade. A norma também prevê punições para atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais.

"Diante das recentes manifestações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o Governo Nacional reafirma que a defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável. Quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país", declarou a Presidência.

A publicação do decreto ocorre em meio ao discurso adotado pelo governo de Javier Milei sobre a existência de uma suposta campanha internacional contra a Argentina.

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Na terça-feira (28), uma pesquisa divulgada pelo jornal argentino Clarín apontou que quase oito em cada dez argentinos acreditam existir uma "campanha anti-Argentina". Segundo o levantamento, 69,1% dos entrevistados afirmaram considerar que essa ofensiva é organizada.

Entre os motivos apontados pelos participantes da pesquisa para a suposta campanha, 35,2% atribuíram a situação à inveja pelos resultados da seleção argentina de futebol, 24,1% responsabilizaram críticas ao governo de Javier Milei e 11,2% citaram acusações de racismo contra argentinos.

O levantamento foi divulgado dois dias após o presidente argentino acusar os governos do Brasil e do México, além do Partido Democrata dos Estados Unidos, de financiarem uma ofensiva internacional contra a Argentina.

Em entrevista concedida a uma rádio argentina no domingo (26), Milei afirmou, sem apresentar provas, que o Brasil teria financiado cerca de 25% dessa suposta campanha.

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