Os números foram informados ao governo brasileiro pelas autoridades russas e ucranianas e contemplam apenas os casos oficialmente comunicados aos canais diplomáticos do Brasil
Militar brasileiro na guerra Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
O Ministério das Relações Exteriores (MRE), atualizou o balanço de brasileiros afetados pela guerra entre Rússia e Ucrânia. De acordo com informações confirmadas pelo Itamaraty nesta quinta-feira, 30 de julho, 35 cidadãos brasileiros morreram no conflito, enquanto outros 92 são considerados desaparecidos em combate.
Os números foram informados ao governo brasileiro pelas autoridades russas e ucranianas e contemplam apenas os casos oficialmente comunicados aos canais diplomáticos do Brasil.
O conflito, iniciado em 2022, segue em curso há mais de quatro anos e continua provocando impactos humanitários em diversas nacionalidades.
Diante do cenário, o Ministério das Relações Exteriores voltou a advertir brasileiros sobre os riscos de ingressar voluntariamente em forças militares estrangeiras.
Segundo a pasta, a participação em conflitos armados que não envolvem o Brasil pode trazer consequências graves, tanto para a segurança pessoal quanto para a assistência prestada pelo governo brasileiro.
O Itamaraty ressalta ainda que a atuação consular em favor de brasileiros incorporados a exércitos estrangeiros pode ser significativamente limitada. Isso ocorre em razão das regras estabelecidas nos contratos firmados com as Forças Armadas do país em que servem.
Além das restrições de assistência, o ministério lembra que brasileiros envolvidos em crimes durante conflitos internacionais podem responder judicialmente pelos atos praticados, inclusive com base em tratados e convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário.
Plataformas oficiais ligadas ao Exército da Ucrânia continuam divulgando campanhas para atrair voluntários de diferentes países, incluindo conteúdos traduzidos para o português. Em algumas dessas publicações, brasileiros relatam experiências positivas no front e incentivam a adesão de novos combatentes.
Um dos casos mais recentes foi divulgado em 15 de julho pela Legião Internacional de Defesa da Ucrânia. Na ocasião, um militar brasileiro identificado pelo codinome "Clark Kent" afirmou, em vídeo publicado pelo grupo, que não se imagina mais distante da carreira militar, em uma mensagem voltada ao recrutamento de voluntários.
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