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O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou que seguirá com as reformas econômicas “com ou sem apoio” político. Ele também anunciou um pacote “anticasta” em seu discurso que abriu os trabalhos do Congresso, na sexta-feira, 1° de março.

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Milei garantiu que, se o Congresso voltar a rejeitar suas reformas, usará “todos os recursos legais do poder executivo nacional” para implementá-las.

Milei aproveitou o discurso para lançar um pacote ‘anticasta’, como costuma se referir à elite política. Isso inclui o fim de “privilégios” nas aposentadorias e uma espécie de “ficha limpa”, ou seja, proibição para que acusados por corrupção disputem eleições.

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O libertário também resumiu as medidas adotadas nos primeiros meses de governo, marcados pelo forte ajuste fiscal e pela desregulamentação de setores da economia.

Sem os subsídios a serviços como transporte e energia, que seguravam os preços de forma artificial apesar da inflação galopante, os custos dos argentinos dispararam. Só em Buenos Aires, o transporte público teve alta de 250%.

Aos argentinos, que sofrem com a inflação e com uma taxa de pobreza de mais de 50%, pediu “paciência e confiança”.

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Após a crise com governadores envolvendo repasses para províncias, Milei aproveitou o discursos para propor um novo “contrato social”, baseado em princípios liberais como “equilíbrio fiscal inegociável” e “reforma trabalhista moderna”

Fechamento da agência pública de notícias

Javier Milei anunciou ainda que vai encerrar as atividades da agência pública de notícias “Télam”, sem dar mais detalhes.

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Fundada em abril de 1945, a agência estava na mira dos libertários desde a campanha eleitoral, durante a qual vários líderes se referiram à sua possível privatização ou fechamento.

O libertário também destacou o fechamento do Instituto Nacional contra a Discriminação, Xenofobia e Racismo (INADI), que chamou de “polícia do pensamento” que “gastou 2,8 bilhões de pesos para manter militantes pagos”.

Há cerca de um mês, o governo argentino publicou no Diário Oficial o decreto pelo qual todos os veículos de comunicação estatais sofrerão intervenção por um ano como parte de sua política de “reorganização de empresas públicas”.

Estadão Conteúdo