Famílias de Cristãos mortos na Nigéria
Mais de 150 cristãos foram sequestrados durante ataques simultâneos a três igrejas no noroeste da Nigéria, segundo informações de parlamentares locais e da Associated Press. O incidente ocorreu no domingo (18) na comunidade de Kurmin Wali, na região de Kajuru, enquanto aconteciam cultos em templos da Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA) e da denominação Querubins e Serafins. Uma igreja católica também foi alvo da ação.
O deputado estadual Usman Danlami Stingo, que representa a região, relatou que dezenas de pessoas ainda permanecem em cativeiro. Já o reverendo John Hayab afirmou que o número total de sequestrados pode ultrapassar 160 pessoas:
“Até ontem, 177 pessoas estavam desaparecidas, e 11 retornaram. Então ainda temos 168 desaparecidas.”
A polícia do estado de Kaduna divulgou números preliminares mais conservadores e ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques.
Ataques a comunidades cristãs são frequentes na Nigéria, país mais populoso da África, onde grupos armados e milícias religiosas atuam principalmente nas regiões norte e central. Os agressores costumam sequestrar fiéis para exigir resgates e espalhar terror em regiões remotas, com presença governamental limitada.
A etnia fulani, de maioria muçulmana, é apontada como responsável por muitos desses ataques. A região norte da Nigéria é a mais afetada por essa onda de violência, e episódios recentes incluem sequestros, assassinatos e destruição de templos.
O sequestro de domingo é o mais recente de uma série de ataques com motivação religiosa no país. A situação já chamou atenção de legisladores americanos e do então presidente Donald Trump, que mencionaram perseguição a cristãos na Nigéria.
Em dezembro de 2025, o governo dos EUA realizou ataques militares em Sokoto, supostamente contra grupos ligados ao Estado Islâmico. Por sua vez, o governo nigeriano rejeitou classificações que descrevem a crise de segurança no país como um “genocídio cristão”.
O caso reforça a necessidade de atenção internacional e políticas de segurança mais efetivas para proteger comunidades vulneráveis no norte da Nigéria.
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11:22, 15 Abr
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