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Governo dos EUA enfrenta risco real de "shutdown" ainda esta semana

Com impasse no Congresso sobre o orçamento de 2026, paralisação parcial pode paralisar órgãos públicos e afetar milhões.

Joice Gomes

29 de setembro de 2025 às 13:02

Governo dos EUA pode entrar em "shutdown" nesta semana por falta de acordo no Congresso.

Governo dos EUA pode entrar em "shutdown" nesta semana por falta de acordo no Congresso. Imagem gerado por IA

O governo dos Estados Unidos corre risco concreto de enfrentar um “shutdown” ainda nesta semana caso o Congresso não aprove o orçamento até terça-feira (30.set.2025), fechamento do ano fiscal. A paralisação ocorre pela falta de recursos para financiar as atividades públicas, afetando agências federais e funcionários “não essenciais” que podem ficar sem salário.

A origem desse mecanismo está na lei Anti Deficiência, de 1884, que impede gastos acima do autorizado sem autorização do Congresso. Anualmente, são necessárias 12 leis de dotação para financiar o governo, e o não consenso leva à paralisação dos setores sem verba aprovada.

O Presidente Donald Trump reconheceu publicamente o risco de paralisação, citando que o mercado também aposta nesse cenário. A Câmara aprovou a extensão dos gastos até novembro, mas o Senado precisa de uma maioria bipartidária para avançar, algo dificultado pelo conflito entre republicanos e democratas.

Republicanos, pressionados pelo ala conservadora, defendem cortes profundos em programas sociais para conter o déficit, enquanto democratas buscam manter investimentos em saúde, educação e infraestrutura para beneficiar milhões de famílias.

Sem acordo, a Casa Branca já orientou agências a se prepararem para demissões em massa e cortes mais severos do que nos "shutdowns" anteriores, evidenciando a gravidade do impasse.

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O impacto imediato de um “shutdown” inclui:

  • Redução temporária do crescimento do PIB;
  • Atraso em serviços públicos e processos regulatórios;
  • Licença não remunerada para servidores “não essenciais”;
  • Suspensão ou atraso de contratos governamentais;
  • Aumento da percepção de risco político no país.

Nos mercados, a paralisação deve aumentar a volatilidade, impulsionar ativos de refúgio como Treasuries e ouro, e prejudicar setores dependentes de contratos federais.

Como alternativas, o Congresso pode aprovar o orçamento completo para o ano fiscal de 2026 (outubro de 2025 a setembro de 2026) ou uma medida temporária chamada “continuing resolution”, que mantém os gastos nos níveis atuais até um acordo definitivo.

A pressão pelo consenso é exacerbada pelo calendário fiscal americano que termina em 30 de setembro, concentrando as negociações nesse período. A troca de acusações entre Trump e líderes democratas aumenta a instabilidade política e preocupação dos investidores.

Mesmo impactos de curto prazo podem ser significativos, especialmente se houver demissões em massa, colocando em xeque a governabilidade do país em meio a confrontos partidários intensos.

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