Trump e Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Uma investigação conduzida pelo governo dos Estados Unidos (EUA) concluiu que o Brasil está entre os 60 países que não adotam mecanismos considerados eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Com base nesse entendimento, a administração americana propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados dessas nações.
A medida foi anunciada na terça-feira (2) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e tem como fundamento a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A investigação foi aberta em março deste ano e utilizou o mesmo instrumento legal que embasa a proposta de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo o relatório, a ausência de controles efetivos contra a importação de bens produzidos com trabalho forçado gera uma concorrência considerada desleal para empresas e trabalhadores americanos, além de restringir o comércio dos Estados Unidos.
O governo americano definiu dois níveis de sobretaxação. Países que já possuem restrições parciais ou compromissos formais assumidos em acordos comerciais poderão ser submetidos a uma tarifa adicional de 10%. Nesse grupo estão União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.
Já as demais economias investigadas, classificadas como sem regimes eficazes de controle, poderão ser alvo de uma tarifa extra de 12,5%. Além do Brasil, a lista inclui China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita, entre outros países.
No caso brasileiro, a investigação concluiu que o país não possui uma proibição legal efetiva capaz de impedir, na prática, a importação de mercadorias produzidas sob condições de trabalho forçado.
O relatório reconhece que o Brasil assume compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos comerciais e de investimento, mas afirma que esses compromissos não são acompanhados por mecanismos considerados suficientes para barrar a entrada desses produtos no mercado interno.
O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o tema e avalia que, caso as novas tarifas sejam implementadas, elas deverão ser cumulativas às demais medidas tarifárias já propostas pelos Estados Unidos.
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Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Segundo informações divulgadas pelo UFC, o atleta teria sofrido um aparente ataque cardíaco enquanto dormia e não resistiu.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
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