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EUA dizem estar prontos para ajudar iranianos em meio a protestos contra o regime

Declaração de Donald Trump eleva tensão internacional enquanto manifestações contra o regime dos aiatolás se espalham pelo Irã.

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10 de janeiro de 2026 às 21:27   - Atualizado às 21:31

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Créditos: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o regime iraniano neste sábado (10) ao afirmar que os EUA estão “prontos para ajudar” os manifestantes que tomaram as ruas do país em uma onda de protestos sem precedentes recentes. A declaração foi feita na rede Truth Social e ocorre em meio ao agravamento da repressão estatal contra civis.

“O Irã vislumbra a liberdade, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar!”, escreveu Trump, reforçando o discurso de apoio aos manifestantes e de pressão direta contra o governo liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.

A fala do presidente americano se soma a outras manifestações recentes da Casa Branca. Na sexta-feira (9), Trump afirmou que o Exército dos Estados Unidos estaria “engatilhado e pronto” caso o regime iraniano avance com assassinatos em massa de manifestantes. A retórica marca uma escalada nas tensões diplomáticas e militares entre Washington e Teerã.

Protestos no Irã se intensificam em meio à repressão

Os protestos no Irã começaram em dezembro, impulsionados inicialmente pela grave crise econômica, inflação elevada e desemprego. Em poucos dias, as manifestações ganharam contornos políticos, transformando-se em um movimento de oposição aberta ao regime dos aiatolás.

Segundo dados do grupo Human Rights Activists in Iran, ao menos 65 pessoas foram mortas, 2.311 presas e manifestações foram registradas em 512 pontos de 180 cidades até a última sexta-feira. Já a revista Time estima que o número real de mortos pode ultrapassar 200 pessoas, diante das dificuldades de acesso a informações independentes no país.

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Hospitais relatam superlotação, enquanto forças de segurança intensificam ações repressivas. O governo iraniano anunciou a prisão de ao menos 100 pessoas classificadas como “agitadores armados” e passou a ameaçar manifestantes com a pena de morte, o que gerou forte reação da comunidade internacional.

Regime acusa EUA e Israel de interferência

Em resposta às manifestações, as Forças Armadas do Irã divulgaram comunicados acusando Estados Unidos e Israel de estarem por trás do movimento, classificando os protestos como parte de uma “conspiração inimiga”. O procurador-geral iraniano também fez declarações públicas defendendo punições severas contra os participantes.

Autoridades americanas rejeitam as acusações e afirmam que o apoio aos manifestantes é de caráter político e humanitário, voltado à defesa de direitos humanos e liberdades civis.

A escalada retórica de Trump e o endurecimento do regime iraniano aumentam o risco de uma crise internacional mais ampla. Analistas avaliam que qualquer ação direta dos EUA poderá gerar reações regionais, envolvendo aliados e adversários no Oriente Médio.

Enquanto isso, os protestos no Irã seguem como um dos maiores desafios internos enfrentados pelo regime nas últimas décadas, colocando em xeque sua capacidade de controle social e político.

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