A declaração argumenta que o país não teria meios para impedir um ataque nem recursos para reconstruir os prejuízos provocados por um conflito dessa dimensão contra os EUA
Ministro José Múcio e Exército brasileiro Foto: Andressa Anholete-Agência Senado/Reprodução
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou na terça-feira, 4 de agosto, que o Brasil não dispõe de estrutura militar suficiente para reagir a uma eventual invasão dos Estados Unidos.
Ao comentar um cenário hipotético, o ministro declarou que a alternativa mais prudente seria “abrir os portões”, argumentando que o país não teria meios para impedir um ataque nem recursos para reconstruir os prejuízos provocados por um conflito dessa dimensão contra os EUA.
A declaração foi feita durante um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no qual o ministro abordou a necessidade de ampliar e dar maior previsibilidade aos investimentos destinados às Forças Armadas.
Segundo ele, a limitação orçamentária impede o planejamento de longo prazo e dificulta a modernização de equipamentos, sistemas e tecnologias voltados à defesa nacional.
José Múcio destacou que o Brasil investe aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) na área de Defesa, percentual que, segundo ele, está abaixo do aplicado por diversos outros países.
Na avaliação do ministro, esse cenário compromete a capacidade de renovação dos meios militares e reduz o potencial de desenvolvimento da indústria nacional ligada ao setor.
Ao defender o fortalecimento do orçamento destinado às Forças Armadas, Múcio comparou os gastos com defesa à contratação de um seguro preventivo. “Investir em defesa é como um plano de saúde. A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar”, afirmou.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro ressaltou ainda que a ampliação dos investimentos não deve ser interpretada como preparação para uma guerra, mas como uma medida estratégica para garantir a capacidade de dissuasão do país diante de possíveis ameaças e incentivar avanços tecnológicos.
Segundo ele, uma estrutura de defesa mais robusta também contribui para o desenvolvimento de pesquisas, inovação e fortalecimento da base industrial brasileira, permitindo maior autonomia em áreas consideradas estratégicas para a soberania nacional.
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