Cria da base rubro-negra, o meia atuou no profissional do Leão em 2014, 2016 a 2018, 2021 e 2022. Teve passagens no São Paulo, Cruzeiro, Athletico-PR e encerrou sua carreira no Retrô.
Everton Felipe. Foto: Paulo Paiva/Sport Club do Recife
O Sport Club do Recife foi condenado pela 9ª Vara do Trabalho do Recife, nesta quarta-feira, 23 de abril, a pagar R$ 4,6 milhões em indenização para Everton Felipe, ex-atleta do clube.
Cria da base rubro-negra, o meia atuou no profissional do Leão em 2014, 2016 a 2018, 2021 e 2022. Teve passagens no São Paulo, Cruzeiro, Athletico-PR e encerrou sua carreira no Retrô.
O atleta se aposentou do futebol aos 26 anos, de maneira precoce, devido a uma lesão no menisco do joelho, em março de 2022, enquanto ainda defendia o Sport. Apesar da cirurgia não foi possível voltar aos gramados.
Durante sua carreira, Everton Felipe sofreu diversas lesões, a principal em 2017, quando rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Após a saída do time leonino, o atleta foi submetido a sete intervenções cirúrgicas.
Esse valor, portanto, é inicial e ainda pode somar R$6 milhões. O juiz Arthur Ferreira Soares alega que o clube foi omisso perante a situação e não prestou a devida assistência médica, isto é, não deu continuidade ao tratamento e ao acompanhamento da saúde do atleta.
A sentença também responsabiliza o time de fraude trabalhista dos direitos de imagens de Everton Felipe, com redução mensal de R$ 25 mil.
O perito judicial afirmou que os exames apresentados pelo atleta em 2022, já demonstravam o quadro de artrose avançada, com impactação óssea e afundamento da tíbia, o que evidencia a gravidade da lesão. E reiterou que atuar dessa forma, poderia agravar o quadro clínico.
Durante o processo, a defesa de Everton Felipe aponta que ele perdeu uma oportunidade, visto que tinha recebido uma oferta de jogar no time português, Portimonense, quando o Sport propôs renovar o contrato. Entretanto ao ver a gravidade do problema, voltou atrás na decisão. Dessa forma, o meia teve que custear toda a cirurgia e tratamento.
O atleta comemorou a decisão junto ao seu advogado João Augusto Régis.
"Recebo com a maior felicidade essa decisão. Só que é algo muito superficial, porque não vai fazer voltar a minha saúde de volta, não vai fazer voltar a jogar futebol. Eu tenho 27 anos, não consigo correr, subir escada me incomoda, eu não consigo andar de bicicleta, meu joelho incha. Então, tipo, essa indenização repara um pouco das coisas que o clube fez comigo", afirma o ex-meia.
A defesa afirma que Everton teve um dano permanente e está sofrendo as consequências.
"E, além disso, como a incapacidade de Everton é total e permanente e há nexo causal, também foi definido uma indenização por dano material até uma média de expectativa de vida de jogador de futebol de 35 anos. Então, isso repara, em parte, o prejuízo que Everton está sofrendo. Ninguém vai trazer de volta a saúde dele", completou João Augusto.
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