Segundo o Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim, os "Elefantes" não poderão contar com o apoio de sua torcida por não terem os vistos liberados pela imigração.
EUA barram 500 marfinenses na Copa: "Não querem ver pessoas de certos países em seu território" Foto: Reprodução / Instagram / @fifci_insta
Após aplicar restrições a cidadãos de Senegal, Haiti e Irã, o governo dos Estados Unidos decidiu barrar cerca de 500 torcedores da Costa do Marfim de entrarem em solo americano para acompanhar a Copa do Mundo.
Segundo o Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim (CNSE), os "Elefantes" não poderão contar com o apoio de sua torcida por não terem os vistos liberados pelo serviço de imigração dos EUA.
No comunicado oficial, emitido nesta quinta-feira, 11 de junho, o presidente do CNSE, Julien Kouadio Adonis, afirmou de forma categórica que os norte-americanos adotaram uma postura de exclusão:
"Os torcedores desistiram de viajar porque os Estados Unidos não querem ver torcedores de certos países, como a Costa do Marfim, em seu território. Eles foram claros conosco ao dizer que não queriam ver nossos torcedores."
O governo dos EUA, por meio do secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, rebateu as acusações, afirmando que os critérios consulares foram previamente apresentados à Fifa e que os motivos das recusas foram devidamente explicados aos torcedores que solicitaram os vistos.
Já o presidente Donald Trump rebateu as críticas e afirmou que está apenas "trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem nos EUA".
Após deportar o melhor árbitro do continente africano e interrogar o ídolo da seleção iraquiana por mais de sete horas, os EUA decidiram retirar, a poucos dias dos jogos, a cota de ingressos destinada à torcida do Irã.
A denúncia foi feita pela Federação de Futebol do Irã (FFIRI), nesta terça-feira, 9 de junho, por meio de um comunicado oficial. Com o impedimento, muitos torcedores iranianos que já haviam feito planos para assistir ao Mundial de perto não conseguirão mais ir aos jogos.
"Isso acontece apesar do fato de que muitos torcedores iranianos, confiando no processo oficialmente anunciado, já haviam feito os planos necessários para comparecer aos jogos"
Para os jogos, a Federação Iraquiana possuia uma cota de 8% de ingressos destinados aos seus torcedores. Até a última atualização, nem os Estados Unidos, nem a Fifa haviam se manifestados sobre o caso.
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