EUA barram venda de ingressos para a torcida do Irã a poucos dias da Copa do Mundo Foto: Reprodução
O governo estadunidense protagonizou mais um episódio de hostilidade com os estrangeiros que pretendem vivenciar a Copa do Mundo em seu território.
Após deportar o melhor árbitro do continente africano e interrogar o ídolo da seleção iraquiana por mais de sete horas, os EUA decidiram retirar, a poucos dias dos jogos, a cota de ingressos destinada à torcida do Irã.
A denúncia foi feita pela Federação de Futebol do Irã (FFIRI), nesta terça-feira, 9 de junho, por meio de um comunicado oficial. Com o impedimento, muitos torcedores iranianos que já haviam feito planos para assistir ao Mundial de perto não conseguirão mais ir aos jogos.
“Isso acontece apesar do fato de que muitos torcedores iranianos, confiando no processo oficialmente anunciado, já haviam feito os planos necessários para comparecer aos jogos”
Para os jogos, a Federação Iraquiana possuia uma cota de 8% de ingressos destinados aos seus torcedores. Até a última atualização, nem os Estados Unidos, nem a Fifa haviam se manifestados sobre o caso.
No último domingo, 7 de junho, a delegação do Irã desembarcou no México para disputar o Mundial. Inicialmente, os iranianos ficariam no Arizona, nos Estados Unidos, mas devido às tensões geopolíticas entre os países, a base foi transferida para o país vizinho. Apesar disso, seus jogos continuam agendados para serem disputados nos EUA.
Vale destacar que mesmo com a mudança, alguns membros da equipe técnica ainda seguem sem visto, e provavelmente não conseguirão acompanhar o time nos dias de jogos.
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos e está fora da Copa do Mundo de 2026. Eleito o melhor juiz da África em 2025, o profissional seria o primeiro representante de seu país a apitar no torneio.
A decisão das autoridades de imigração americanas ocorreu no último sábado, 6 de junho, logo após o desembarque do profissional no aeroporto de Miami.
Mesmo apresentando visto válido, credenciais da Fifa e documentos de sua carreira, Artan foi retido e interrogado por cerca de 11 horas.
Segundo o árbitro, os agentes questionaram sua origem e a situação política da Somália, mencionando o grupo extremista Al Shabab.
Apesar do suporte da embaixada somali, a entrada foi recusada, e ele acabou deportado em um voo para Istambul, de onde retornará a Mogadíscio, capital da Somália.
Ao jornal The New York Times, Artan expressou forte desabafo sobre os quatro anos de preparação interrompidos pelas restrições de viagem impostas pelos EUA a cidadãos de seu país. "Estou muito decepcionado.
“Estou muito decepcionado. Sou apenas um árbitro tentando realizar o maior sonho da minha vida, que era participar da Copa do Mundo. Sou apenas um árbitro tentando realizar o maior sonho da minha vida", lamentou.
A Fifa foi procurada, mas não se manifestou sobre o corte do profissional do quadro da competição.
Enquanto uns foram barrados, outros enfrentaram longas horas de tensão. O atacante Aymen Hussein, principal estrela do Iraque e herói da classificação histórica do país após 40 anos, garantida com seu gol na repescagem contra a Bolívia, também viveu um drama na alfândega.
Ao desembarcar no aeroporto de Chicago para a preparação do Mundial, o jogador foi retido pelas autoridades americanas. Hussein passou por um rigoroso processo de interrogatório e verificação de dados que durou sete horas antes de, finalmente, ter sua entrada liberada no país.
1
2
3
4
07:22, 12 Ago
23
°c
Fonte: OpenWeather
Centroavante havia iniciado transição após contusão na coxa, mas exame detectou novo problema físico na panturrilha.
Centroavante do Timbu teve problema na panturrilha durante transição física e está fora desde o clássico contra o Sport
Aos 16 anos, jovem que segue carreira como goleiro reforça distanciamento do ex-jogador e afirma querer construir caminho próprio.
mais notícias
+