Primeiro árbitro da Somália em Copas é deportado dos EUA: 'estava tentando realizar meu maior sonho' Foto: Mosa'ab Elshamy
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos e está fora da Copa do Mundo de 2026. Eleito o melhor juiz da África em 2025, o profissional seria o primeiro representante de seu país a apitar no torneio.
A decisão das autoridades de imigração americanas ocorreu no último sábado, 6 de junho, logo após o desembarque do profissional no aeroporto de Miami.
Mesmo apresentando visto válido, credenciais da Fifa e documentos de sua carreira, Artan foi retido e interrogado por cerca de 11 horas.
Segundo o árbitro, os agentes questionaram sua origem e a situação política da Somália, mencionando o grupo extremista Al Shabab.
Apesar do suporte da embaixada somali, a entrada foi recusada, e ele acabou deportado em um voo para Istambul, de onde retornará a Mogadíscio, capital da Somália.
Ao jornal The New York Times, Artan expressou forte desabafo sobre os quatro anos de preparação interrompidos pelas restrições de viagem impostas pelos EUA a cidadãos de seu país. "Estou muito decepcionado.
“Estou muito decepcionado. Sou apenas um árbitro tentando realizar o maior sonho da minha vida, que era participar da Copa do Mundo. Sou apenas um árbitro tentando realizar o maior sonho da minha vida", lamentou.
A Fifa foi procurada, mas não se manifestou sobre o corte do profissional do quadro da competição.
Enquanto uns foram barrados, outros enfrentaram longas horas de tensão. O atacante Aymen Hussein, principal estrela do Iraque e herói da classificação histórica do país após 40 anos, garantida com seu gol na repescagem contra a Bolívia, também viveu um drama na alfândega.
Ao desembarcar no aeroporto de Chicago para a preparação do Mundial, o jogador foi retido pelas autoridades americanas. Hussein passou por um rigoroso processo de interrogatório e verificação de dados que durou sete horas antes de, finalmente, ter sua entrada liberada no país.
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