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Piso salarial para profissionais da educação básica: veja quem terá direito e quanto será

O texto foi aprovado pela CCJ da Câmara e agora aguarda análise do Senado Federal ao longo de 2026.

Redação

12 de janeiro de 2026 às 16:25   - Atualizado às 16:27

Piso salarial para profissionais da educação básica.

Piso salarial para profissionais da educação básica. Foto: Felipe de Noronha/SEEDF

O Congresso Nacional avançou na criação de um piso salarial nacional para profissionais da educação básica pública que atuam fora da sala de aula, após aprovação da proposta em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

O texto agora aguarda análise do Senado Federal ao longo de 2026 e representa um passo importante na tentativa de ampliar a valorização de trabalhadores que garantem o funcionamento diário das escolas públicas em todo o país.

Sobre a proposta

A proposta estabelece um salário mínimo nacional equivalente a 75% do piso salarial dos professores da educação básica para esses profissionais. A medida busca reduzir uma desigualdade histórica nas redes públicas de ensino, onde funções essenciais permanecem com remuneração baixa e pouca visibilidade nas políticas nacionais voltadas à educação. Ao definir um parâmetro mínimo, o projeto pretende criar uma referência nacional para o vencimento inicial dessas categorias.

O texto aprovado na CCJ corresponde ao substitutivo apresentado pela Comissão de Educação ao Projeto de Lei nº 2.531 de 2021. O relator, deputado Danilo Forte, do União Brasil do Ceará, apresentou parecer favorável e afirmou que a proposta respeita a Constituição e o pacto federativo. Segundo o parlamentar, o projeto define apenas um piso nacional, sem interferir na autonomia administrativa de estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Quem tem direito?

A iniciativa contempla profissionais que exercem atividades fundamentais no ambiente escolar, mesmo sem atuação direta em sala de aula. O projeto inclui cargos como assistentes administrativos, secretários escolares, cozinheiras, inspetores de alunos, porteiros e auxiliares de serviços gerais. Esses trabalhadores sustentam a rotina das escolas ao organizar a parte administrativa, preparar a alimentação, cuidar da limpeza, garantir a segurança e apoiar o acolhimento diário dos estudantes.

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Durante a análise na CCJ, o relator destacou que a educação básica pública depende de uma rede ampla de profissionais. Ele afirmou que o funcionamento das escolas exige mais do que a presença de professores em sala de aula. A rotina escolar envolve tarefas contínuas que garantem organização, higiene, alimentação adequada e controle do ambiente. Nesse sentido, a proposta busca reconhecer o papel desses trabalhadores na qualidade do ensino público.

O texto aprovado não altera planos de carreira, gratificações ou adicionais existentes nas redes públicas. Estados e municípios mantêm a responsabilidade de organizar suas estruturas salariais conforme suas realidades financeiras. A única exigência prevista é o respeito ao piso mínimo nacional definido no projeto, o que preserva a autonomia dos entes federativos, segundo o parecer apresentado.

A aprovação em caráter conclusivo permite que o projeto siga diretamente para o Senado, caso não haja apresentação de recurso para votação em Plenário. A expectativa é de que os senadores analisem a matéria em 2026, em meio a debates mais amplos sobre financiamento da educação e políticas de valorização dos servidores públicos. O tema tende a ganhar espaço nas discussões legislativas por envolver impacto direto nos orçamentos das redes de ensino.

Opiniões

Entidades representativas dos trabalhadores da educação acompanham a tramitação com atenção. Há anos, essas categorias reivindicam uma política nacional que reconheça a importância das funções exercidas fora da sala de aula.

Em muitas redes públicas, os salários pagos a esses profissionais ficam próximos do salário mínimo, mesmo com jornadas extensas e responsabilidades diretas sobre o funcionamento das unidades escolares.

 

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