A proposta que cria a remuneração mínima para esses profissionais avançou no Congresso Nacional após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Piso nacional para profissionais da educação básica. Foto: Divulgação/SEE-DF. Arte: Portal de Prefeitura
Assistentes administrativos, secretários escolares, cozinheiras, inspetores de alunos, porteiros e auxiliares de serviços gerais da educação básica pública podem passar a contar com um piso salarial nacional. A proposta que cria a remuneração mínima para esses profissionais avançou no Congresso Nacional após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e agora aguarda análise do Senado Federal, prevista para 2026.
O texto aprovado representa um avanço na tentativa de valorização de trabalhadores que, embora não atuem diretamente em sala de aula, são fundamentais para o funcionamento cotidiano das escolas públicas em todo o país. A iniciativa reconhece o papel desses profissionais na garantia do atendimento aos estudantes, na manutenção da estrutura escolar e no apoio às atividades pedagógicas.
De acordo com a proposta, o piso salarial nacional para essas categorias será equivalente a 75% do piso dos professores da educação básica. A medida busca reduzir desigualdades históricas dentro das redes públicas de ensino, onde esses trabalhadores, em geral, recebem salários mais baixos e têm pouca visibilidade nas políticas educacionais.
O projeto analisado pela CCJ corresponde ao substitutivo elaborado pela Comissão de Educação ao Projeto de Lei nº 2531/2021. O parecer aprovado seguiu o voto do relator, deputado Danilo Forte, do União Brasil do Ceará, que considerou a proposta constitucional e compatível com o modelo federativo brasileiro. Segundo o parlamentar, o texto respeita a autonomia de estados, do Distrito Federal e dos municípios, ao estabelecer apenas um valor mínimo nacional para o vencimento inicial.
Durante a tramitação na CCJ, o relator destacou que a educação básica depende de uma equipe diversa para funcionar adequadamente, e não apenas dos professores. Ele argumentou que segurança, organização, alimentação e acolhimento dos alunos são garantidos por esses profissionais, que também precisam ser contemplados por políticas de valorização. Danilo Forte ressaltou ainda que o projeto não interfere em planos de carreira, gratificações ou adicionais, que continuam sob responsabilidade dos entes federativos, conforme suas condições financeiras.
Como a aprovação ocorreu em caráter conclusivo, o texto não precisa ser votado no Plenário da Câmara, salvo se houver recurso apresentado por parlamentares. Caso contrário, a proposta seguirá diretamente para o Senado Federal. Entidades representativas e profissionais da educação acompanham a tramitação com expectativa, após anos de reivindicações por um piso salarial nacional que reconheça a importância desses trabalhadores para o sistema público de ensino.
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