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Bronzeamento artificial aumenta risco de câncer e causa danos profundos ao DNA

Pesquisas recentes reforçam que não existe bronzeamento seguro com radiação UV e alertam para riscos à saúde da pele.

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12 de janeiro de 2026 às 12:56   - Atualizado às 13:28

Bronzeamento artificial

Bronzeamento artificial Foto: Reprodução/IA

O bronzeamento artificial, prática ainda comum em diversos países, voltou ao centro do debate científico após a divulgação de novos estudos que associam diretamente o uso de câmaras de bronzeamento ao aumento significativo do risco de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. As evidências reforçam um alerta já feito por dermatologistas e órgãos de saúde: não existe bronzeamento seguro quando há exposição à radiação ultravioleta (UV).

Um estudo recente publicado na revista científica Science Advances, conduzido por pesquisadores de universidades norte-americanas, revelou que pessoas que utilizam câmaras de bronzeamento artificial apresentam risco aproximadamente três vezes maior de desenvolver melanoma em comparação com quem nunca usou esses equipamentos. A pesquisa analisou amostras de pele e identificou um volume muito maior de mutações no DNA das células da pele, especialmente nos melanócitos, responsáveis pela pigmentação.

Danos vão além da área exposta

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos cientistas foi o fato de que as mutações genéticas não se restringiam às áreas diretamente expostas à radiação UV. Alterações no DNA também foram encontradas em regiões do corpo normalmente cobertas por roupas, o que indica um impacto sistêmico mais amplo da radiação emitida pelas câmaras de bronzeamento.

Em alguns casos, a análise genética mostrou que a pele de usuários frequentes desses equipamentos apresentava características semelhantes às de pessoas muito mais velhas, o que levou pesquisadores a afirmar que o bronzeamento artificial pode fazer a pele “envelhecer” em nível molecular.

UVA, UVB e o risco do câncer de pele

Especialistas explicam que as câmaras de bronzeamento emitem principalmente radiação UVA, capaz de penetrar profundamente na pele e causar danos cumulativos ao DNA celular. Tanto a radiação UVA quanto a UVB estão associadas ao desenvolvimento de câncer de pele, incluindo o melanoma.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as fontes artificiais de radiação UV como carcinogênicas para humanos, no mesmo grupo de risco de substâncias como o tabaco. Instituições dermatológicas reforçam que o bronzeado não representa saúde, mas sim uma reação de defesa da pele diante de uma agressão.

O mito do bronzeado seguro

De acordo com dermatologistas, a ideia de “bronzeamento seguro” é um mito. Qualquer exposição intensa ou repetida à radiação UV aumenta o risco de câncer de pele ao longo da vida. Por isso, campanhas de prevenção destacam a importância do uso de protetor solar, roupas adequadas e da evitação total do bronzeamento artificial.

O melanoma, embora menos frequente que outros tipos de câncer de pele, é o mais letal, pois pode se espalhar rapidamente para outros órgãos. A detecção precoce, observando mudanças em pintas e manchas na pele, é fundamental para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.

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