Pernambuco, 24 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Uso de maconha pode aumentar risco de cáries e câncer bucal, apontam estudos

Especialistas alertam que o desconhecimento sobre esses efeitos ainda é grande, tanto entre pacientes quanto entre profissionais.

Isabella Lopes

01 de janeiro de 2026 às 11:00

Maconha faz mal para os dentes.

Maconha faz mal para os dentes. Foto: Freepik.

Pesquisas recentes passaram a lançar luz sobre um tema pouco discutido fora do meio científico: os impactos do uso de maconha na saúde bucal. Estudos indicam que pessoas que fazem uso frequente da substância apresentam maior risco de desenvolver cáries, perder dentes e até enfrentar câncer bucal, um efeito ainda pouco conhecido do consumo da droga.

Dentistas relatam que alguns sinais ajudam a identificar pacientes sob efeito de maconha. Olhos avermelhados, boca seca e odor característico costumam aparecer durante as consultas, segundo o site CNN. 

Muitos usuários afirmam recorrer à substância para reduzir a ansiedade antes de procedimentos odontológicos, sem perceber os riscos envolvidos para a saúde da boca. Especialistas alertam que o desconhecimento sobre esses efeitos ainda é grande, tanto entre pacientes quanto entre profissionais.

Riscos 

Estudos apontam que usuários de maconha apresentam 55% mais risco de cáries, 41% mais chances de perda dentária e até três vezes mais risco de câncer bucal, quando comparados a pessoas que não usam a substância. Pesquisas realizadas a partir de registros hospitalares mostraram que indivíduos com uso frequente de cannabis desenvolveram câncer de lábio e língua em maior proporção nos anos seguintes.

Pesquisadores associam esse risco à exposição direta da boca à fumaça e à ação do THC, principal composto psicoativo da maconha, que pode reduzir respostas imunológicas nos tecidos orais.

Veja Também

Assim como ocorre com o tabaco, a fumaça da maconha carrega compostos que irritam e danificam tecidos sensíveis da boca e do trato respiratório. Estudos indicam concentrações elevadas de amônia, cianeto de hidrogênio e outras substâncias potencialmente tóxicas, que podem contribuir para inflamações e alterações celulares.

Outro fator relevante envolve o comportamento associado ao uso da droga. O consumo frequente de alimentos açucarados durante episódios de aumento do apetite, aliado à redução da higiene bucal, favorece o surgimento de cáries. A boca seca, efeito comum da maconha, reduz a ação da saliva, que normalmente ajuda a limpar resíduos e proteger os dentes.

Atenção 

O uso de maconha também interfere na resposta do corpo à anestesia. Estudos mostram que usuários regulares podem precisar de doses maiores e sentir mais dor após procedimentos. O aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial representa um risco adicional, especialmente durante atendimentos que utilizam anestésicos com adrenalina.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que pacientes informem o uso de maconha durante consultas odontológicas e reforcem cuidados básicos, como escovação regular, uso do fio dental, hidratação constante e visitas periódicas ao dentista.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

00:48, 24 Ago

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Lula em Campanha para Presidente em 1989
Eleições 2026

Desde 1989, Lula fala em combater a fome; promessa volta ao centro do debate em 2026

Há 37 anos, o combate à fome faz parte do discurso político de Lula e volta a ganhar destaque em meio ao cenário eleitoral brasileiro.

William Bonner.
Curiosidade

William Bonner não tem diploma de jornalismo; conheça a formação do apresentador

No Brasil, o diploma superior na área não é requisito obrigatório para o exercício da profissão desde 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência prevista na legislação.

População de baleias-jubarte  cresce 27 vezes no Brasil após décadas de proteção
Mundo Animal

População de baleias-jubarte cresce 27 vezes no Brasil após décadas de proteção

Estimativa de 35 mil animais na costa brasileira marca uma das maiores recuperações de mamíferos marinhos após o fim da caça.

mais notícias

+

Newsletter